Prefeitura de Porto Alegre12/06/2012 | 00h09

No dia em que se decidiu o apoio do PP, Fortunati adotou uma postura tranquila

Enquanto progressistas definiam seu futuro, prefeito participou de solenidade e reunião política

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A espera pelo resultado do apoio do PP não sobressaltou o prefeito José Fortunati (PDT). Desde o início da convenção do aliado, o prefeito era abastecido por informações. Assessores próximos estavam em contato constante com a Câmara de Vereadores, onde se realizava o evento do PP.

No começo da noite, Fortunati participou da abertura da XII Conferência do Observatório Internacional de Democracia Participativa. Foi o último a falar na solenidade, que ocorria no Teatro Renascença. Antecedido por representantes espanhóis e autoridades locais, comentou a crise mundial e defendeu virtudes da participação popular na resolução dos problemas das grandes cidades. De lá, partiu para a sede do PDT. No momento em que os progressistas votavam para definir seu futuro eleitoral, Fortunati chegava ao prédio no bairro Floresta. Cumprimentado por correligionários, se dirigiu ao plenário onde o ex-ministro do Trabalho Carlos Lupi dava um panorama do posicionamento do PDT nos Estados mais distantes, como Roraima e Tocantins.

Quando Lupi encerrava sua manifestação, o telefone celular de Fortunati tocou. O ex-governador Alceu Collares pegava o microfone e contava uma passagem da vida do expoente máximo do partido, Leonel Brizola, quando o prefeito, com a mão à frente do aparelho, desceu as escadas internas rumo à sala da presidência pedetista.

Lá, Fortunati permaneceu por cerca de 20 minutos. Só saiu quando o resultado da votação do PP estava consumado — e a seu favor. A notícia se irradiou com velocidade e, no hall de entrada do PDT, a 30 metros da sala da presidência, já sabiam: o PP estaria com o prefeito na luta pela reeleição. Fortunati distribuiu tapas nas costas, foi aplaudido, e desabafou antes de entrar no carro rumo à Câmara de Vereadores.

— O PP não só ocupa duas importantes secretarias, mas tem realizado grande trabalho com sua militância na atual gestão.

Em seguida, complementou:

—Seria contraditório, até difícil de compreender que um partido que está conosco desde 2005, na última hora deixasse de estar. Assim, o PP estará ao nosso lado em 2012 e, se vencermos, no próximo governo também. Estou muito feliz porque acredito que a presença do PP qualifica muito a nossa nominata.

Sobre a oposição da senadora Ana Amélia Lemos (PP) ao apoio a sua reeleição, o prefeito disse considerar normal.

— O que eu espero, acho que é o mínimo que se pode apontar, é que a partir de agora essas divergências e a própria divisão fiquem de lado e que a gente possa caminhar juntos em 2012.

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