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Na Fronteira09/02/2014 | 14h43Atualizada em 09/02/2014 | 18h32

Policial militar é morto em Santana do Livramento

Rogério Côrrea Alves, 29 anos, foi assassinado com três disparos da própria arma

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Um policial militar foi morto em Santana do Livramento, na Fronteira, por volta das 6h30min deste domingo. Rogério Côrrea Alves, 29 anos, foi assassinado com três disparos da própria arma.

O soldado era preparador de cavalos, chamado de cavalariça das baias. Foi cedo trabalhar apenas para dar remédio a um animal que tinha ficado doente. Voltava para casa, de moto e sem farda, com roupa de civil quando passou em frente a um grupo de cinco pessoas que jogaram um capacete para tentar acertá-lo.

O grupo tinha saído de uma festa de funk no Clube dos Cabos e Soldados e, de acordo com a Polícia Civil, já tinha se envolvido em outra briga dentro do baile. E estaria parando e incomodando qualquer veículo que passasse por ali.

O policial parou, pegou o celular e chamou reforço da Brigada Militar depois de ser acertado com o capacete. Sem esperar os colegas, foi até o grupo:

— Ele foi agredido covardemente por cinco pessoas. Até que uma delas conseguiu pegar a arma do policial e disparar — afirma a delegada Giovana Muller.

Alves acabou morto no local. Todos devem ser indiciados por homicídio doloso, quando há intenção de matar. O suspeito de ter efetuado os tiros está internado no Hospital Santa Casa de Misericóridia, onde passou por cirurgia no maxilar, provavelmente devido à briga anterior que teve na festa. Os demais prestaram depoimento na delegacia durante manhã e tarde deste domingo.

O grupo, ao notar a morte do policial, tentou fugir. Eles estavam na avenida Daltro Filho, em frente ao campus da Urcamp e foram em direção à vila Kennedy. O objetivo era escapar pelo Cemitério Público Municipal e para isso invadiram uma casa, onde o apontado como atirador teria trocado a camisa que usava por uma furtada do varal da casa invadida. Porém antes de alcançarem o cemitério, a Brigada Militar conseguiu deter os suspeitos e recuperar a arma.

— A família está em choque, foi uma morte muito brutal. Era um jovem cheio de sonhos, estava construindo a casa, casado e com um filho de um ano e três meses para criar. É muito triste — desabafou o tio da vítima, José Henrique Lopes.

Ele conta que o sobrinho era um jovem trabalhador e apaixonado por cavalos. Aliás, de acordo com o major Marcelo Gayer Barboza, que está respondendo pelo 2º Regimento de Polícia Montada, o soldado era um especialista na área. Dos 110 cavalos que já estão em Porto Alegre prontos para atuar na Copa do Mundo junto à Brigada Militar, grande parte já havia passado pelas mãos dele. Isso porque ele viveu e atuou nos dois centros de treinamento do interior, em Santa Maria e Livramento. Entrou para a corporação em 2007 no Centro do Estado e no final de 2013 conseguiu transferência por mérito para sua cidade natal na Fronteira. Em ambos lugares ajudou a domar os animais.

— Ele fazia um serviço muito especial que exige conhecimento, porque os cavalos vão atuar junto da população e não podem ser nervosos. E fora o profissional, era uma excelente pessoa. Um guri novo, mas já muito bem quisto.

O corpo de Alves é velado desde o meio-dia de domingo no quartel da Brigada Militar. E o enterro será nesta segunda-feira às 9h no Cemitério Público Municipal.

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