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Multinacional do crime18/12/2013 | 08h34

Investigação policial que desarticulou quadrilha durou dois anos

Organizado em uma espécie de consórcio, bando desarticulado ontem era especializado em roubo e clonagem de veículos, tráfico de drogas e de armamento pesado e assaltos a bancos na serra gaúcha

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Investigação policial que desarticulou quadrilha durou dois anos Ronaldo Bernardi/Agencia RBS
Agentes do Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico detiveram os principais líderes em casa, nas primeiras horas da manhã Foto: Ronaldo Bernardi / Agencia RBS
As investigações da 1ª Delegacia de Investigação do Narcotráfico (DIN) do Departamento Estadual do Narcotráfico (Denarc) apontaram que a quadrilha lavava o dinheiro do crime em uma rede de lojas administradas por comparsas.

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Conforme a polícia, o lucro resultante do tráfico e de assaltos era investido em revendas de carros no Vale do Sinos, padarias, confeitarias, cafeterias e lojas de roupas na Capital, Região Metropolitana e Vale do Taquari. Somente em um mês, com esse sistema, os traficantes teriam movimentado R$ 2 milhões.

De acordo com o delegado Mário Souza, da 1ª DIN do Denarc, a investigação começou após a prisão de um traficante em Eldorado do Sul, na Região Metropolitana. A partir desta prisão, o esquema começou a ser mapeado pelos agentes.

Ao longo do monitoramento, a polícia conseguiu identificar pelo menos 11 líderes na quadrilha, sendo três responsáveis individualmente pelas armas, drogas e contabilidade, e outros oito chefes regionais do bando, que somente não atuava na Fronteira Oeste e região Norte.

Comando Vermelho e PCC auxiliavam grupo no Estado

Na ação, a polícia conseguiu prender criminosos suspeitos de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC), criada a partir dos presídios de São Paulo, e com o Comando Vermelho (CV), que atua no Rio de Janeiro e controla o tráfico de drogas as favelas cariocas. Eles também teriam participado de ações como o assalto em Cotiporã, no final de 2012.

 
Arte ZH, Reprodução

– Essa quadrilha mantinha contato com outras organizações criminosas, mas aparentemente não era auxiliada por elas – afirma o delegado Souza.

O próximo passo é identificar as contas bancárias do bando e todas as empresas utilizadas pela quadrilha para lavar dinheiro. Até o momento, já foram mapeadas seis contas, mas a polícia acredita que haja outras. Ao todo, a Operação Expansão, realizada na manhã de ontem em 16 municípios, resultou na prisão de 56 pessoas ao longo de dois anos. Sessenta quilos de maconha, 5,5 quilos de crack e 2,5 quilos de cocaína, além de espingarda, pistola 9 milímetros, munição, dinheiro e carros foram apreendidos.

Pouco antes da operação ter iniciado, os policiais realizaram um minuto de silêncio em homenagem a dois colegas mortos recentemente: Carlos Heitor Bossler, 58 anos, assassinado ao reagir a um assalto no bairro Santo Antônio, e Marcos Kaefer, 43 anos, morto após ser atingido, em frente a um hospital, por um tiro disparado por um PM em Alvorada.

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