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Morte de universitária15/03/2013 | 06h02

Violência era preocupação de namorado de estudante morta em assalto na Capital

Lauane Custódio Lucas, 22 anos, morreu baleada na frente do prédio em que morava

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Violência era preocupação de namorado de estudante morta em assalto na Capital Tadeu Vilani/Agencia RBS
Acompanhado do pai e da mãe de Lauane (na foto, à direita, recebendo abraço de amiga), Bruno afirmou que assaltante estava "transtornado" Foto: Tadeu Vilani / Agencia RBS

O zelo de Bruno pela segurança de Lauane era uma das características do namoro mais admiradas pela família da jovem. Não importava onde fosse. Como um guarda-costas, ele fazia questão de levar e buscar a amada sempre que podia. Acreditava que, ao seu lado, a estudante universitária estaria protegida. 

Por isso, desde a noite de segunda-feira, a sensação de impotência ocupa o segundo lugar na ordem dos sentimentos. Em primeiro, vem a dor da perda. Lauane Custódio Lucas, 22 anos, foi assassinada quando chegava em casa acompanhada de Bruno Crixel Zimpel, 27 anos. O casal foi abordado por assaltantes que exigiam a chave do Mégane, estacionado pouco antes na Rua São Luís, no bairro Partenon.

 
Lauane Custódio Lucas, 22 anos
Foto: Arquivo Pessoal


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Antes mesmo que o pedido fosse atendido, uma bala atravessou o ombro de Bruno e atingiu a namorada na altura do pescoço. Lauane morreu na porta de entrada do prédio em que vivia com os pais — Alexandre e Eloá Lucas — e o irmão, Yago.

A mãe chegou quando a área já estava tomada por luzes de viaturas. Bastou reconhecer a bermuda e o tênis que a jovem caída no chão vestia para entender o que havia acontecido.

— Aquele dia foi o nosso primeiro juntos na academia. Ela queria emagrecer para a formatura que seria no final do ano. Foi quando tudo aconteceu — lamenta Bruno.

Lauane se formaria em Odontologia pela UFRGS em dezembro. Os colegas de turma se reúnem, ao meio-dia de hoje, em um protesto contra a violência em frente à faculdade. O ato será acompanhado por familiares e amigos da estudante.

— A minha filha a gente não vai ter de volta. Só nos resta ter a justiça — resume Eloá.

O caso é tratado como prioridade pela 11ª Delegacia da Polícia Civil, afirma o delegado responsável, Omar Sena Abud. Sabe-se que os criminosos fugiram em um táxi e pagaram a corrida ao desembarcar na esquina das ruas Caldre Fião e Paulino Azurenha.

Outra pista é uma pistola deixada no pátio de uma casa na Rua Marques de Abrantes. O calibre é o mesmo do projétil usado no crime. Ainda não há suspeitos.

 
Casal foi abordado por criminosos na porta do prédio quando voltavam da academia
Foto: Jean Schwarz, Agência RBS

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