Um homem de 44 anos foi encontrado morto com golpes na cabeça na manhã de sábado na Avenida Voluntários da Pátria, em Porto Alegre. Valmir Padilha da Silva, 44 anos, trabalhava há três anos como vigia no local.
Conforme os proprietários, uma tonelada de cobre, avaliada em R$ 15 mil, e uma arma de pressão foram levados. Informações preliminares da perícia dão conta de que o crime tenha ocorrido entre 21h e 22h de sexta-feira.
Hilário De Conto Júnior, 30 anos, filho do proprietário do estabelecimento contou que chegou com o tio dele para trabalhar por volta das 6h15min. Estranhou que havia apenas uma fresta aberta no portão. Segundo Júnior, naquela hora, o vigia tinha o hábito de esperá-los com tudo aberto e o chimarrão pronto. Foi até a parte coberta do pátio e avistou Silva deitado sobre um colchão fino e um papelão, a cabeça coberta de sangue.
— Parece que ele estava dormindo quando foi atacado. Devem ter colocado um pano no rosto e dado com um pedaço de ferro. Não teve nem tempo de reagir, o coitado. Ele usa uma faca. Ela ficou atirada ao lado do corpo. É muita maldade — conta Júnior.
O delegado Filipe Bringhenti, da 2ª Delegacia de Homicídios e Desaparecidos (DHD), trabalha com a hipótese de latrocínio e não tem suspeitos. A polícia recolheu alguns objetos, mas acredita não se tratar do instrumento do crime.
— Coletamos duas digitais de objetos que estavam próximos do corpo, mas eles não apresentavam vestígios de sangue.
O estabelecimento fica em frente à Secretária de Segurança Pública e já havia sido assaltado outras três vezes nos últimos três anos. Em cima da mesa do escritório também foi localizada a carteira do funcionário revirada.
— Não consigo entender como conseguiram fugir com esse volume de cobre e ninguém ter visto nada — disse Júnior.
O dono do ferro-velho, Hilário De Conto, 65 anos, não se conforma com a perda.
— Era um cara trabalhador e também era mudo. Quem é que vai querer fazer mal para alguém que não fala. Esta região está virada em um barril de pólvora por causa desta porcaria de crack — desabafou Hilário.













