Foram ouvidas na manhã desta sexta-feira testemunhas de acusação no caso do bioquímico e empresário Ênio Luiz Carnetti, 46 anos. Entre elas, estão cinco policiais e familiares das vítimas. O réu é acusado de matar a facadas a mulher Márcia Cambraia Calixto Carnetti, 39 anos, e o filho do casal, Matheus, de cinco anos.
Os depoimentos estão ocorrendo na 1ª Vara do Júri, no Fórum Central de Porto Alegre, sob o comando da juíza Cristiane Busatto Zardo. Eles foram encerrados por volta de 11h30min para o almoço e serão retomados às 13h30min.
Márcia com o filho Matheus
Foto: Arquivo Pessoal
O pai da enfermeira morta pelo marido, João de Carvalho Calixto, 71 anos, depôs por volta das 10h. Vestindo uma camiseta com a imagem da filha e do neto, já usada em protestos anteriores, ele disse esperar que o acusado seja julgado e condenado pelo crime que cometeu.
O advogado do réu, Fabrício Peruchin, alega que conseguiu o laudo de um perito que atesta que seu cliente não é capaz de compreender os próprios atos. Assim, Carnetti não poderia ser levado a júri popular. Em novembro de 2012, um laudo oficial afirmou que o empresário era plenamente capaz de entender suas atitudes.
O irmão de Márcia, Rafael Calixto, afirma que não acredita na possibilidade de o ex-cunhado ser incapaz:
— A família não acredita neste laudo, conheço bem ele.
Durante a sexta-feira, a magistrada deve ouvir 14 pessoas. Após as declarações de ambas as partes, ela fará uma avaliação e decidirá se Carnetti vai ou não a julgamento.
O crime ocorreu em 24 de julho do ano passado, data do aniversário de Márcia, no bairro Tristeza, zona Sul de Porto Alegre, onde o casal morava.









