No quarto dia de julgamento no Fórum de Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte, o goleiro Bruno Fernandes pediu para ser interrogado novamente após depoimento de sua ex-mulher, Dayanne Rodrigues. Questionado pelo seu advogado de defesa Lúcio Adolfo, o ex-jogador afirmou saber que a ex-amante Eliza Samudio morreria.
— Eu sabia e imaginava que a Eliza ia morrer — disparou. — Por tantas brigas e agressões do Macarrão — completou.
Bruno descreve crime e se defende: "Eu não mandei, mas aceitei"
Em depoimento na quarta-feira, Bruno admitiu pela primeira vez que Eliza foi assassinada. Questionado se sabia que a ex-amante seria executada, negou a autoria do crime:
— Eu não mandei, mas eu aceitei.
Afirmou que, posteriormente, Macarrão revelou que havia contratado Marcos Aparecido, Bola, para que ele matasse Eliza. Apelido que ele só ficou sabendo pela imprensa.
— Pelo Macarrão e Jorge fiquei sabendo dele apenas como Neném — afirmou.
Nesta quinta, acusação e defesa apresentam as argumentações para condenação ou absolvição dos réus. O promotor Henry Castro e os advogados de Bruno e Dayanne devem se manifestar. Após o debate, o júri se reunirá para decidir a sentença, que deve ser anunciada até o final do dia.













