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Tragédia em Santa Maria18/03/2013 | 11h45

Policiais e militares devem depor nesta segunda-feira no inquérito da Kiss

A investigação quer colher mais detalhes de como ocorreu o socorro na noite da tragédia

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Patric Silva

Três policiais do Batalhão Especial de Operações (BOE) da Brigada Militar, agentes da Polícia Rodoviária Federal e militares da Base Aérea de Santa Maria irão prestar depoimento nesta segunda-feira no inquérito que investiga o incêndio na boate Kiss.

Conforme o delegado Sandro Meinerz, a polícia quer ouvir as pessoas que auxiliaram no resgate das vítimas na madrugada da tragédia, dia 27 de janeiro. Os policiais do BOE prestaram depoimento ainda nesta manhã.

— Estamos buscando mais detalhes sobre a forma de prestação de socorro para termos mais subsídios para provas. Também para entender exatamente como tudo transcorreu naquele momento difícil para todos — completa o delegado.

VÍDEO: a homenagem aos filhos de Santa Maria



Clique na imagem e confira o perfil das outras 241 vítimas:

 
Como aconteceu

O incêndio na boate Kiss, no centro de Santa Maria, começou entre 2h e 3h da madrugada de domingo, dia 27 de janeiro, quando a banda Gurizada Fandangueira, uma das atrações da noite, teria usado efeitos pirotécnicos durante a apresentação. O fogo teria iniciado na espuma do isolamento acústico, no teto da casa noturna.

Sem conseguir sair do estabelecimento, pelo menos 241 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridos.

A tragédia, que teve repercussão internacional, é considerada a maior da história do Rio Grande do Sul e o maior número de mortos nos últimos 50 anos no Brasil.

Em gráfico, entenda os eventos que originaram o fogo:


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