Um exame preliminar nos laudos do incêndio entregues pelo Instituto Geral de Perícia (IPG) à Polícia Civil comprovou que a obstrução dos exaustores da boate Kiss contribuiu para que as pessoas morressem sufocadas na noite da tragédia. A saída de ar dos exaustores ficou comprometida depois de reformas feitas na casa noturna.
— Este detalhe precisa ainda ser melhor estudado, mas dá para se dizer que, se os exaustores estivessem funcionando de forma adequada, no mínimo, minimizaria os efeitos da fumaça — disse o delegado Sandro Meinerz, um dos responsáveis pelo inquérito da Kiss.
O sistema de exaustão da Kiss é um dos 29 quesitos que integram o laudo do incêndio solicitados pela polícia ao IPG. Os policiais seguem analisando esse documento, que contém 161 páginas.
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Como aconteceu
O incêndio na boate Kiss, no centro de Santa Maria, começou entre 2h e 3h da madrugada de domingo, dia 27 de janeiro, quando a banda Gurizada Fandangueira, uma das atrações da noite, teria usado efeitos pirotécnicos durante a apresentação. O fogo teria iniciado na espuma do isolamento acústico, no teto da casa noturna.
Sem conseguir sair do estabelecimento, pelo menos 241 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridos.
A tragédia, que teve repercussão internacional, é considerada a maior da história do Rio Grande do Sul e o maior número de mortos nos últimos 50 anos no Brasil.
Em gráfico, entenda os eventos que originaram o fogo:












