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Santa Maria08/03/2013 | 17h17

Músico mantém versão e diz que não sabe como o fogo na boate Kiss teria começado

Para delegados, segundo depoimento não foi esclarecedor

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 O vocalista da banda Gurizada Fandangueira, Marcelo de Jesus dos Santos, foi ouvido pela segunda vez pela Polícia Civil na Penitenciária Estadual de Santa Maria na tarde desta sexta-feira.

Após o depoimento, que durou cerca de uma hora (entre 15h e 16h), o delegado Marcos Vianna, um dos que ouviu Santos, disse que não poderia adiantar as declarações, mas afirmou que o músico reforçou a versão dada em seu primeiro depoimento, no dia 27 de janeiro, data da tragédia.
 
À época, o vocalista disse que não sabia como o fogo teria começado. Falou ainda que no começo do show recebeu uma vela que soltava faíscas do produtor da banda, Luciano Augusto Bonilha Leão, que teria ficado acesa por cerca de 10 segundos e teria apagado e entregue o dispositivo de novo ao produtor.

Essa versão foi confrontada por diversas testemunhas que informaram a polícia que o fogo começou com o artefato pirotécnico que estava na mão do vocalista.

Para o delegado, o novo depoimento não muda a linha de investigação sobre esse ponto, já que os indícios reunidos até o momento comprovam que o fogo começou com o artefato usado por Santos.

O depoimento desta tarde foi acompanhado pelo advogado de Santos, Omar Obregron, que saiu da penitenciária sem falar com a imprensa.

A previsão é que Leão, o outro integrante da banda, seja ouvido na próxima segunda-feira. Os sócios da boate Kiss, Mauro Hoffman e Elissandro Spohr, o Kiko, ainda não foram intimados para prestar novo depoimento à polícia. Isso deve ocorrer nos próximos dias.

VÍDEO: a homenagem aos filhos de Santa Maria



Clique na imagem e confira o perfil das outras 241 vítimas:

 


Como aconteceu

O incêndio na boate Kiss, no centro de Santa Maria, começou entre 2h e 3h da madrugada de domingo, dia 27 de janeiro, quando a banda Gurizada Fandangueira, uma das atrações da noite, teria usado efeitos pirotécnicos durante a apresentação. O fogo teria iniciado na espuma do isolamento acústico, no teto da casa noturna.

Sem conseguir sair do estabelecimento, pelo menos 241 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridos.

A tragédia, que teve repercussão internacional, é considerada a maior da história do Rio Grande do Sul e o maior número de mortos nos últimos 50 anos no Brasil.

Em gráfico, entenda os eventos que originaram o fogo:


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