Elissandro Spohr, o Kiko, um dos donos da Kiss, deve falar basicamente sobre seis aspectos à Polícia Civil em depoimento na tarde desta segunda-feira, na Penitenciária Estadual de Santa Maria.
Segundo Jader Marques, advogado de Kiko, seu cliente falará sobre o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) exigido pelo Ministério Público e sobre o Corpo de Bombeiros e as orientações que deram a respeito de prevenção de incêndio no interior da casa noturna.
Kiko ainda deve falar sobre a responsabilidade dos fiscais da prefeitura que foram mais de uma vez à boate para vistoriar o local, sobre como engenheiros orientaram ele para que reformasse o local após o TAC exigido pelo MP e, por fim, sobre como ele e os integrantes da banda Gurizada Fandangueira têm envolvimento nos motivos que causaram o incêndio na Kiss em 27 de janeiro, que levou à morte 241 pessoas.
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VÍDEO: a homenagem aos filhos de Santa Maria
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Como aconteceu
O incêndio na boate Kiss, no centro de Santa Maria, começou entre 2h e 3h da madrugada de domingo, dia 27 de janeiro, quando a banda Gurizada Fandangueira, uma das atrações da noite, teria usado efeitos pirotécnicos durante a apresentação. O fogo teria iniciado na espuma do isolamento acústico, no teto da casa noturna.
Sem conseguir sair do estabelecimento, pelo menos 241 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridos.
A tragédia, que teve repercussão internacional, é considerada a maior da história do Rio Grande do Sul e o maior número de mortos nos últimos 50 anos no Brasil.
Em gráfico, entenda os eventos que originaram o fogo:








