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Vale do Rio Pardo21/03/2013 | 17h55

Justiça decreta interdição total da Colônia Penal Agrícola de Venâncio Aires

Um dos prédios já estava interditado desde agosto do ano passado

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Justiça decreta interdição total da Colônia Penal Agrícola de Venâncio Aires Divulgação/Ministério Público
Cpava tem problema materiais e de pessoal, justifica o MP Foto: Divulgação / Ministério Público
A Justiça decretou nesta quinta-feira a ampliação da interdição da Colônia Penal Agrícola de Venâncio Aires (Cpava), no Vale do Rio Pardo. A decisão proíbe o ingresso de novos detentos também no prédio novo da casa prisional. Um outro prédio, mais antigo, já havia sido interditado desde agosto do ano passado. 

O pedido de interdição total da Cpava foi formulado pelo Ministério Público, através da Promotoria de Justiça e de Execução Criminal de Porto Alegre. De acordo com o MP, o local tem deficiências materiais e de pessoal, oferecendo alto risco e pouca segurança.

O MP argumentou que a Cpava tem apreensões de drogas, presos armados, inclusive determinando que agentes devolvessem drogas apreendidas aos visitantes, resgate armado de apenados que iriam sofrer sanção disciplinar e três homicídios de apenados, sendo os corpos deixados nas adjacências. 

Entre os argumentos ainda conta que o número ideal de servidores necessários para prover a segurança da unidade prisional seria de 28 agentes penitenciários por turno de trabalho, mas que atualmente a casa conta com sete agentes por turno.

Segundo o administrador da colônia penal, Roque Valmor dos Santos, obras de melhorias estão sendo feitas no prédio antigo. Quanto à nova interdição, ele afirma que a Susepe deve avaliar a situação, mas admite que há problemas graves:

— Temos que aceitar, porque o prédio realmente está degradado e não tem condições para os presos cumprirem pena — afimrou Santos.

Venâncio Aires tem previsão de receber um novo presídio, com regime fechado e semiaberto. Com isso, a previsão do governo é desativar a Cpava.

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