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No banco dos réus04/03/2013 | 14h01

Juíza nega suspensão do julgamento pedido pela defesa do goleiro Bruno

Magistrada também negou pedido de retirada da certidão de óbito de Eliza Samudio do processo

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Juíza nega suspensão do julgamento pedido pela defesa do goleiro Bruno BERNARDO SALCE/AGÊNCIA I7/ESTADÃO CONTEÚDO
Bruno é orientado por advogado enquanto lê passagens da Bíblia no Fórum de Contagem Foto: BERNARDO SALCE / AGÊNCIA I7/ESTADÃO CONTEÚDO

A defesa do ex-goleiro do Flamengo Bruno Fernandes de Souza dispensou as testemunhas Célia Aparecida Rosa Sales, que é sua tia, Maria de Fátima dos Santos e Anastácio Martins Barbosa de prestarem depoimento.

A defesa de sua ex-mulher Dayanne Rodrigues dispensou Saiver Júnior e manteve o depoimento de Célia Sales. Com isso, das dez testemunhas arroladas, sobraram quatro testemunhas para serem ouvidas.

Apesar da ausência de três testemunhas arroladas pela defesa — além de Jorge Luiz, Amyr Borges e Lucy Campos —, o advogado Lúcio Adolfo informou à juíza que ainda vai tentar trazê-las ao Fórum para que sejam ouvidas.

A testemunha mais esperada do julgamento, o primo de Bruno, Jorge Lisboa Rosa, não compareceu ao Fórum de Contagem, informou a juíza Marixa Rodrigues. Entrevista recente dada por ele à Rede Globo — nela, ele atribui a culpa pelo crime a Macarrão, mas diz que seria praticamente impossível Bruno não saber de tudo — havia sido anexada ao processo.

A juíza indeferiu o pedido da defesa para que a certidão de óbito de Eliza fosse retirada do processo, alegando que sua emissão está suficientemente fundamentada. Ela também indeferiu o pedido para que o julgamento fosse suspenso, sob alegação da defesa de que havia outro inquérito em andamento.

Começou nesta segunda-feira o julgamento de Bruno e de sua ex-mulher Dayanne no Fórum de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O ex-goleiro é acusado de mandar matar sua amante, a modelo Eliza Samudio, em junho de 2010, com quem teve um filho.

Dayanne é acusada de subtração de incapaz ao cuidar do filho de Bruno com a modelo durante parte do período em que ela teria sido mantida em cativeiro no sítio de Bruno, em Esmeraldas, também na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

O julgamento

Local: Fórum Doutor Pedro Aleixo, em Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte (MG)

Duração: a previsão é que o julgamento termine na próxima sexta-feira

A juíza

Marixa Fabiane Lopes Rodrigues é titular da Vara do Tribunal e Júri de Contagem

O promotor

Henry Wagner Vasconcelos de Castro assumiu o caso em julho de 2012. Já atuou em mais de 300 julgamentos

Os jurados

Vinte e cinco jurados são designados a aparecer na sessão. Desses, sete são sorteados na hora para participar do julgamento.

A vítima

Eliza Samudio - Modelo paranaense de 25 anos na época, desapareceu em 4 de junho de 2010 ao deixar um hotel na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. No ano anterior, havia tido um caso amoroso com Bruno. A jovem buscava o reconhecimento do então goleiro como pai do filho dela, Bruninho, que tinha quatro meses quando ocorreu o crime

Os réus

Bruno das Dores Fernandes de Souza - Ex-goleiro do Flamengo, está preso desde 7de julho de 2010, sob suspeita de mandar matar Eliza. Em 2009, grávida, a jovem procurou a polícia reclamando ter sido vítima de cárcere privado e forçada a ingerir abortivos. A queixa resultou na condenação do goleiro pela Justiça carioca, em 2010. Em agosto, a pena de quatro anos e meio foi reduzida para um ano e nove meses, já cumpridos. Agora, Bruno responde por homicídio triplamente qualificado e ocultação do cadáver de Eliza, além do sequestro e cárcere privado de Bruninho, filho dela.

Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão - Amigo e funcionário de Bruno, foi preso no mesmo dia do goleiro. Em novembro de 2012, foi condenado a 15 anos de prisão, sendo 12 em regime fechado, pelos crimes de sequestro e cárcere privado de Bruninho e pelo assassinato dela.

Fernanda Gomes de Castro - Ex-namorada do goleiro, foi condenada também em novembro de 2012 pelo sequestro e cárcere privado de Eliza Samudio e do filho dela.

Dayanne Rodrigues do Carmo Souza - Era mulher de Bruno na época do crime. É acusada de auxiliar no cárcere de Eliza no sítio do goleiro em Esmeraldas (MG) e de ter tentado esconder o bebê após o crime. Será julgada a partir de hoje.

Marcos Aparecido dos Santos, o Bola - Ex-policial civil e militar, é acusado de matar Eliza por asfixia, depois esquartejar o corpo e jogar os pedaços para cães em sua propriedade. Está preso desde 8 de junho de 2012 e será julgado em 22 de abril.

Elenilson Vitor da Silva - era caseiro do sítio de Bruno e primo de criação de Macarrão. Ele foi indiciado por sequestro e cárcere privado. O julgamento será no dia 15 de maio.

Wemerson Marques, o Coxinha - é apontado como o motorista que levou o filho do goleiro Bruno para fora do sítio. Ele responde pelos mesmos crimes que Elenilson e será julgado também no dia 15 de maio.

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