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Tragédia em Santa Maria13/03/2013 | 09h10

Inquérito deve ficar para segunda-feira

Conclusão depende de laudos da perícia previstos para chegar na sexta

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A previsão de que os laudos do Instituto-Geral de Perícias (IGP) cheguem somente na sexta-feira derruba a expectativa dos delegados de remeter o inquérito sobre o incêndio na boate Kiss à Justiça até o final de semana. A Polícia Civil descarta a possibilidade de concluir a investigação sem os resultados das perícias, fundamentais para respaldar os indiciamentos. Com isso, o Judiciário só deve receber o inquérito na segunda-feira.

Amanhã, o tenente-coronel Moisés Fuchs, comandante do 4º Comando Regional de Bombeiros, encerra a fase de depoimentos de testemunhas-chave na investigação. Isso não quer dizer que ninguém mais será ouvido. A polícia pode reinquirir pessoas que já prestaram esclarecimentos ou chamar alguém que ainda não foi ouvido, caso surja um fato novo. Além disso, os clientes que estavam na boate naquela madrugada continuarão sendo ouvidos (leia no quadro quem ainda deve depor).

Ontem, o produtor da banda Gurizada Fandangueira, Luciano Bonilha Leão, acompanhado do advogado, Gilberto Weber, falou pela terceira vez à polícia — a primeira foi no dia da tragédia, quando ele foi por duas vezes até a casa noturna com policiais, e a segunda, no dia seguinte. Desta vez, o delegado Marcos Vianna foi à Penitenciária Estadual de Santa Maria (foto abaixo), junto com um escrivão, onde Leão está preso preventivamente. Segundo o delegado, o produtor reforçou as versões anteriores (veja o que disse o defensor no quadro).

Orientado pelos advogados Bruno Menezes e Mário Cipriani, Mauro Hoffmann, sócio da casa noturna, não fez declarações à polícia ontem.

Leia, clicando aqui, o que disseram os advogados

Cronograma dos depoimentos

Veja também:

Em site especial, confira todas as notícias sobre a tragédia

VÍDEO: a homenagem aos filhos de Santa Maria



Clique na imagem e confira o perfil das 241 vítimas:

 
Como aconteceu

O incêndio na boate Kiss, no centro de Santa Maria, começou entre 2h e 3h da madrugada de domingo, dia 27 de janeiro, quando a banda Gurizada Fandangueira, uma das atrações da noite, teria usado efeitos pirotécnicos durante a apresentação. O fogo teria iniciado na espuma do isolamento acústico, no teto da casa noturna.

Sem conseguir sair do estabelecimento, pelo menos 241 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridos.

A tragédia, que teve repercussão internacional, é considerada a maior da história do Rio Grande do Sul e o maior número de mortos nos últimos 50 anos no Brasil.

Em gráfico, entenda os eventos que originaram o fogo:

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