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Cerco ao tráfico03/03/2013 | 19h41

Favela ocupada por polícia receberá UPPs

Duas unidades devem ser instaladas para pacificar o Complexo do Caju, onde vivem 20 mil pessoas

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Em nova etapa da estratégia de retomada de áreas dominadas pelo tráfico no Rio, 1,3 mil policiais e 200 fuzileiros navais ocuparam na madrugada de ontem o complexo de favelas do Caju, na zona portuária, e a Barreira do Vasco, na zona norte.

Protegidos por um helicóptero e acompanhados de 17 blindados, os homens do Batalhão de Operações da Polícia Militar (Bope) abriram passagem pelas ruelas intricadas das favelas a partir das 4h55min.

Secretaria Estadual da Segurança anunciou que vai instalar duas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) no Caju, com policiais treinados para conviver com os moradores, como aconteceu em outras favelas depois de sua reconquista. O Complexo do Caju tem 20 mil habitantes.

A ocupação foi rápida e não teve resistência ou troca de tiros. O clima era de apreensão entre moradores.

– Fiquei assustado, né? Saí para trabalhar e ao voltar dei de cara com um monte de militares e tanques aqui – disse o vigia Antonio Ferreira, 50 anos.

Durante o dia, as autoridades pediram a colaboração dos moradores para denunciar criminosos, esconderijos e locais onde possam ter sido guardadas armas, drogas ou objetos roubados. Seis pessoas foram detidas.

A estratégia de pacificar favelas sob controle de facções criminosas teve início em 2008, visando os eventos internacionais que o Rio receberá, como o Mundial de 2014 e os Jogos Olímpicos em 2016.

A ocupação do Caju foi o primeiro passo para dominar o violento Complexo da Maré, lar de 130 mil pessoas, controlado por bandos rivais, o Comando Vermelho (CV) e o Terceiro Comando, e por uma milícia parapolicial. O aglomerado de favelas é rota obrigatória para quem chega ao Rio pelo Aeroporto Tom Jobim (Galeão) e precisa ir ao Centro ou à Zona Sul.

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