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Sequestro relâmpago14/03/2013 | 23h02

"Eles só davam risada", diz jovem salva por blitz policial em Novo Hamburgo

Operadora de caixa de 18 anos foi feita refém por dois bandidos. Um deles conseguiu escapar

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"Eles só davam risada", diz jovem salva por blitz policial em Novo Hamburgo Charles Dias/Especial
Jovem conseguiu escapar depois que o carro em que ela estava foi abordado pela polícia Foto: Charles Dias / Especial
Homero Pivotto Jr., Especial

Uma blitz policial salvou a vítima de um sequestro relâmpago, na madrugada de ontem, em Novo Hamburgo. Sequestrada horas antes, uma operadora de caixa de 18 anos foi libertada depois de perseguição que teve início em uma rodovia federal.

Roubado na quarta-feira em Ivoti, o Gol em que estavam a refém e os dois bandidos foi abordado no km 236 da BR-116, durante operação conjunta da Polícia Rodoviária Federal (PRF), da Brigada Militar e da Guarda Municipal de Novo Hamburgo. Os bandidos fugiram e foram perseguidos.

Eles abandonaram o automóvel e correram a pé, deixando a jovem para trás. Carlos Rafael Knuppe, 41 anos, foi preso em flagrante. O comparsa conseguiu escapar. A jovem sequestrada, que pediu para não ser identificada, disse que foi surpreendida pelos dois homens no bairro Santo Afonso. A dupla dizia que a levaria para um cativeiro.

— Quando eles pararam, eu decidi tentar abrir a porta, mas o mais novo, que estava ao meu lado no banco de trás, me deu um soco, me empurrou com força e pulou por cima de mim. Ele escapou por um beco, e eu corri para o lado dos policiais — disse a jovem.

Leia o relato da vítima de sequestro relâmpago

Zero Hora — Você lembra o que aconteceu?

Vítima — Eles pararam o carro e me puxaram pra dentro. Falaram para eu não gritar, que iriam me levar para o tal do cativeiro.

ZH — Eles estavam armados?

Vítima — Em momento algum mostraram arma, só ameaçavam. Eu perguntava por que estavam me levando, e eles só davam risada.

ZH — Lembra qual a reação dos bandidos quando perceberam a blitz?

Vítima — O motorista disse: "Olha a polícia, onde eu vou largar a arma?" Porém, não vi a arma em nenhum momento. O rapaz que ficou atrás comigo me abraçou para parecer que era meu namorado na hora em que polícia mandou parar.

ZH — O que você pensou em fazer, caso não fosse libertada pela polícia?

Vítima — Eu queria abrir a porta e pular, mas um deles tentou me dar um soco e disse: "Não viaja!" Eu desviei, mas pegou do lado do meu rosto. Eu pensei que ia morrer.

ZH — E depois do susto, o que pensou?

Vítima — Fiquei ressabiada, não achei que aconteceria comigo.

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