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Depoimento 04/03/2013 | 19h07

Delegada relata conflito de versões sobre presença de crianças no sítio do goleiro Bruno

O advogado de Bola voltou a tumultuar o julgamento nesta segunda-feira

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Delegada relata conflito de versões sobre presença de crianças no sítio do goleiro Bruno Eugenio Moraes,Hoje em Dia/Estadão Conteúdo
Nesta segunda-feira, o goleiro Bruno chorou durante o julgamento Foto: Eugenio Moraes,Hoje em Dia / Estadão Conteúdo
Bem mais séria do que pela manhã, quando chegou a sorrir na sala do júri do goleiro Bruno Fernandes de Souza e a ex-mulher Dayanne Rodrigues, em Contagem (MG), a ré Dayanne disse rapidamente nesta segunda-feira que é difícil prever o que vai acontecer nas próximos dias porque o "julgamento está bastante tumultuado".

— Vamos ver — limitou-se a dizer, durante intervalo de cinco minutos.

Ex-mulher de Bruno Fernandes de Souza, Dayanne Rodrigues é acusada do sequestro e cárcere privado do bebê dele com Eliza Samudio.

Antes do intervalo, a juíza Marixa Rodrigues interrogava a delegada Ana Maria dos Santos sobre o início das investigações, que segundo a testemunha ocorreram a partir de um denúncia anônima. Ela confirmou que, durante as diligências no sítio de Bruno, houve um conflito de versões dadas pelo funcionário do sítio José Roberto, que admitiu a presença de crianças no sítio, e o administrador Elenilson Vitor, que numa segunda diligência negou essa informação.

Advogado de Bola tumultua julgamento

O advogado de Marcos Aparecido dos Santos (Bola), Ércio Quaresma, voltou a tumultuar o julgamento. Ele foi repreendido à tarde pela juíza Marixa Rodrigues por ficar transitando durante o interrogatório da delegada Ana Maria que já dura mais de três horas.

— Vou pedir que o senhor se mantenha sentado no local destinado às pessoas que não estão sendo julgadas porque o senhor está atrapalhando os trabalhos — disse ela.

O julgamento de Bola está marcado para abril. Ele teria executado Eliza Samudio em sua casa, em Vespasiano.

O julgamento

Local: Fórum Doutor Pedro Aleixo, em Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte (MG)

Duração: a previsão é que o julgamento termine na próxima sexta-feira

A juíza

Marixa Fabiane Lopes Rodrigues é titular da Vara do Tribunal e Júri de Contagem

O promotor

Henry Wagner Vasconcelos de Castro assumiu o caso em julho de 2012. Já atuou em mais de 300 julgamentos

Os jurados

Vinte e cinco jurados são designados a aparecer na sessão. Desses, sete são sorteados na hora para participar do julgamento.

A vítima

Eliza Samudio
— Modelo paranaense de 25 anos na época, desapareceu em 4 de junho de 2010 ao deixar um hotel na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. No ano anterior, havia tido um caso amoroso com Bruno. A jovem buscava o reconhecimento do então goleiro como pai do filho dela, Bruninho, que tinha quatro meses quando ocorreu o crime

Os réus

Bruno das Dores Fernandes de Souza
 — Ex-goleiro do Flamengo, está preso desde 7de julho de 2010, sob suspeita de mandar matar Eliza. Em 2009, grávida, a jovem procurou a polícia reclamando ter sido vítima de cárcere privado e forçada a ingerir abortivos. A queixa resultou na condenação do goleiro pela Justiça carioca, em 2010. Em agosto, a pena de quatro anos e meio foi reduzida para um ano e nove meses, já cumpridos. Agora, Bruno responde por homicídio triplamente qualificado e ocultação do cadáver de Eliza, além do sequestro e cárcere privado de Bruninho, filho dela.

Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão — Amigo e funcionário de Bruno, foi preso no mesmo dia do goleiro. Em novembro de 2012, foi condenado a 15 anos de prisão, sendo 12 em regime fechado, pelos crimes de sequestro e cárcere privado de Bruninho e pelo assassinato dela.

Fernanda Gomes de Castro — Ex-namorada do goleiro, foi condenada também em novembro de 2012 pelo sequestro e cárcere privado de Eliza Samudio e do filho dela.

Dayanne Rodrigues do Carmo Souza — Era mulher de Bruno na época do crime. É acusada de auxiliar no cárcere de Eliza no sítio do goleiro em Esmeraldas (MG) e de ter tentado esconder o bebê após o crime. Será julgada a partir de hoje.

Marcos Aparecido dos Santos, o Bola — Ex-policial civil e militar, é acusado de matar Eliza por asfixia, depois esquartejar o corpo e jogar os pedaços para cães em sua propriedade. Está preso desde 8 de junho de 2012 e será julgado em 22 de abril.

Elenilson Vitor da Silva — era caseiro do sítio de Bruno e primo de criação de Macarrão. Ele foi indiciado por sequestro e cárcere privado. O julgamento será no dia 15 de maio.

Wemerson Marques, o Coxinha — é apontado como o motorista que levou o filho do goleiro Bruno para fora do sítio. Ele responde pelos mesmos crimes que Elenilson e será julgado também no dia 15 de maio.

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