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06/02/2013 | 20h59

Refém de roubo a banco em Nova Araçá diz que foi obrigado a retirar armas e coletes de vigilantes

Metalúrgico estava em poder da quadrilha desde a madrugada de terça-feira

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Refém de roubo a banco em Nova Araçá diz que foi obrigado a retirar armas e coletes de vigilantes Juan Barbosa/Agência RBS
Ataque no Banrisul aconteceu na manhã desta quarta-feira Foto: Juan Barbosa / Agência RBS

O metalúrgico Vaini Ribeiro Antunes, 60 anos, foi testado ao limite nos últimos dois dias. No início da madrugada de terça-feira, a casa dele foi invadida por ladrões. Ele e familiares ficaram reféns dos bandidos até a manhã desta quarta-feira, quando o metalúrgico foi obrigado a participar do assalto ao Banrisul de Nova Araçá.

O ataque contra a agência aconteceu por volta das 10h desta quarta, após a abertura do estabelecimento, que fica no centro do município. Além de Antunes, a quadrilha fez mais cinco reféns durante a fuga.

Sob ameaças dos criminosos, o metalúrgico disse ter sido obrigado a retirar as armas e coletes dos vigilantes do banco. Todos os reféns foram liberados em Nova Bassano, alguns com ferimentos leves. A polícia ainda não prendeu suspeitos do assalto.

Poucas horas após o crime, Antunes conversou com a reportagem por telefone:

Como o senhor participou do crime?

Antunes: Eles me levaram de casa hoje (terça-feira) de manhã. Saímos perto das 10 da manhã. Fui com um dos ladrões em uma Chevy, que é do dono da casa onde alugo. Um outro ficou em casa cuidando da minha família. Havia outro ladrão em um Gol vermelho. Esse homem que estava comigo tirou a touca que usava e disse para mim olhar para ele. Perguntou se eu conhecia ele. Respondi que não, nunca tinha visto.

O que aconteceu em seguida?

Antunes: Antes de pegar o asfalto para ir até o banco, esse homem me entregou os três celulares que tinha pego da gente. Perto do banco, me colocou uma sacola na cabeça. Sou lá de São Luiz Gonzaga, não conheço Nova Araçá. Entramos e tiraram a sacola. Lá dentro do banco renderam todo mundo. Me mandaram pegar as armas e os coletes dos vigilantes. Todos estavam deitados no chão. Mandaram eu dar coice se alguém se mexesse. Peguei os coletes e as armas e botei numa sacola. Graças a Deus todo mundo obedeceu.

O senhor foi levado com o bando na fuga?

Antunes: Sim. Na saída, um dos ladrões me disse para mim segurar na cintura dele. Era para deixar as mãos deles livres. Ele falou que isso era para o caso da polícia chegar. Ele tinha duas pistolas na cintura, um arma maior atravessada nas costas, acho que era um fuzil. Também tinha uma espingarda.

Como foi a fuga?

Antunes: Entrei no carro com outros cinco reféns. Fomos para Nova Bassano. No meio do caminho, eles (ladrões) jogaram uma sacola com dois revólveres pela janela. Os outros (reféns) foram liberados antes e me deixaram uns 500 metros adiante. Antes de fugir, um dos ladrões me deu R$ 20 para mim pegar um táxi e voltar para casa. Parei na rua e chorei.

Leia mais na edição impressa desta quinta-feira.

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