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Novo ataque09/02/2013 | 11h49

"Quando ouviram a sirene da Brigada, eles fugiram", relata refém de criminosos em Arroio dos Ratos

A poucos quilômetros do banco, Brigada Militar, Susepe, juiz e promotor negociavam fim de rebelião

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"Quando ouviram a sirene da Brigada, eles fugiram", relata refém de criminosos em Arroio dos Ratos Dani Barcellos/Especial/Agencia RBS
Agência do Banco do Brasil em Arroio dos Ratos ficou destruída Foto: Dani Barcellos/Especial / Agencia RBS

A Zero Hora, dois dos três reféns de criminosos em Arroio dos Ratos contaram como a quadrilha teria agido. Após estacionarem o carro em frente à agência, os criminosos teriam ordenado que um adolescente de 16 anos e um jovem de 18 anos ficassem do outro lado da rua, enquanto um garoto de 15 anos carregava barras de ferro para quebrar os vidros da agência.

— Depois da explosão, a gente viu eles colocando dinheiro dentro de um bolsa. Quando deu a sirene da Brigada, fugiram — disse um refém.

Poucos quilômetros distante do Centro, onde houve o roubo e o confronto, um gabinete de gerenciamento de crise operava na Penitenciária de Arroio dos Ratos.

Desde as 19h30min de sexta-feira, 83 detentos estavam rebelados e reivindicavam troca de casa de detenção e limites menos rígidos. A Susepe tentou negociar com o grupo até as 4h. Sem êxito, deu carta branca para que o Batalhão de Operações Especiais (BOE) da Brigada Militar entrasse no local por volta das 7h30min.

Após a conversa com o juiz da Vara de Execuções Criminais (VEC), Sidinei Brzuska, e o promotor Luciano Preto, os presos baixaram a guarda. O BOE entrou e retirou os amotinados em grupos de seis. Eles foram levados ao pátio para a revista.

Como outras cadeias do Estado, o local recém foi aberto aos presos. O prédio abriga 660 detentos e foi construído há cerca de um ano. Os integrantes da galeria D, que ficou destruída, estariam inconformados com a rigidez da casa e revoltados com o fato de terem de usar uniforme. Uma parte deles, recentemente transferida do Presídio Central, reivindicaria o retorno para o presídio de Porto Alegre.

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