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Assalto na Capital17/02/2013 | 22h28

Ladrões que atacaram médica na Redenção pegam 10 anos de prisão

Pediatra foi baleada em outubro, quando dois homens tentaram roubar o carro em que ela estava

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Ladrões que atacaram médica na Redenção pegam 10 anos de prisão Félix Zucco/Agencia RBS
Pediatra levou um tiro pelas costas Foto: Félix Zucco / Agencia RBS

Os dois homens apontados como responsáveis pela tentativa de latrocínio da médica Simone Teixeira Napoleão, ocorrido em outubro passado, foram condenados pela 8ª Vara Criminal de Porto Alegre.

A pediatra foi baleada quando a dupla teria tentado roubar seu carro na Rua José Bonifácio, em frente à Redenção, na Capital.

O caso teve repercussão na época porque os assaltantes chegaram a ser soltos depois de presos devido a uma confusão jurídica. Posteriormente, foram reconduzidos à cadeia. O juiz Sandro Luz Portal determinou pena de 10 anos a Eduardo Paulon Madruga, 21 anos, e José Lucas Peixoto Mesquita, 18 anos. A defesa de Mesquita chegou a alegar que não havia prova de sua participação, pois o acusado não teria sido reconhecido — porém, testemunhas confirmaram a participação dele. O advogado de Madruga sustentou erro processual. Salientou que o réu confessou que tentou assaltar a vítima sozinho, já que portava a arma de fogo, mas afirmou que em nenhum momento teve a intenção de disparar contra a vítima.

A Justiça determinou ainda a pena pecuniária de 50 dias-multa e de 30 dias-multa, à razão de 1/30 do salário mínimo vigente na data do fato para Madruga e Mesquita, respectivamente.

A pediatra diz querer esquecer o incidente, apesar das dores no local da fratura no quadril permanecerem incomodando. Ontem, preferiu não comentar a condenação, mas afirmou continuar lutando contra a impunidade:

— A mim não faz diferença se foi 10 meses ou 10 anos, pois acho que só com mudanças radicais é que poderemos ter esperanças.

Ataque emblemático

— 2 de outubro de 2012 — A pediatra Simone Teixeira Napoleão foi baleada, pelas costas, na mão e no quadril, após tentar escapar de um assalto na Rua José Bonifácio, em frente à Redenção, em Porto Alegre. Os ladrões queriam levar o carro da médica. Simone foi encaminhada ao Hospital de Pronto Socorro.

— 3 de outubro de 2012 — José Lucas Peixoto Mesquita e Eduardo Paulon Madruga são capturados e encaminhados, preventivamente, ao Presídio Central ainda na madrugada. Ao meio-dia, eles são soltos pelo juiz Mauro Caum Gonçalves, da 10ª Vara Criminal, que nega a prisão preventiva da dupla porque o Ministério Público não formalizou o pedido. No início da noite, Simone é transferida para a UTI do Hospital Moinhos de Vento.

— 4 de outubro de 2012 — A Justiça aceitou o pedido de prisão preventiva da dupla, que só poderia ser presa após as 17h do dia 9, 48 horas após o término do período eleitoral.

— 9 de outubro — O pai de Eduardo Paulon Madruga entregou o filho e o comparsa dele, suspeitos do crime, à Brigada Militar. A dupla foi presa e, no início da noite, reencaminhada ao Presídio Central.

— 10 de outubro de 2012 — Simone recebeu alta e vai para casa.

— 11 de outubro de 2012 — Ministério Público denunciou José Lucas Peixoto Mesquita e Eduardo Paulon Madruga por tentativa de latrocínio.

— 09 de janeiro de 2013 — Justiça realiza primeira audiência sobre caso da médica baleada em Porto Alegre.

— 15 de fevereiro de 2013 — Assaltantes são condenados a 10 anos de reclusão.

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