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Reação contra atentados17/02/2013 | 13h35

Advogadas presas por onda de atentados são transferidas de Florianópolis para Jaraguá do Sul

Cerca de 50 presos foram remanejados na noite de sábado entre cadeias de Santa Catarina

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Advogadas presas por onda de atentados são transferidas de Florianópolis para Jaraguá do Sul Charles Guerra/Agencia RBS
Entre as advogadas transferidas está Francine, que tirou a roupa em cadeia da Capital Foto: Charles Guerra / Agencia RBS

As duas advogadas presas por envolvimento na onda de atentados em Santa Catarina foram transferidas para o presídio feminino de Jaraguá do Sul. A operação ocorreu ainda na noite de sábado. O motivo, segundo o diretor do Departamento de Administração Penal (Deap), Leandro Lima, é o fato de a unidade ter melhores acomodações em relação ao presídio de Florianópolis, que se encontra lotado.

— Por serem advogadas, elas deverão também adquirir o benefício da Sala de Estado Maior, que é poder cumprir a prisão em uma unidade especial, como o Batalhão de Polícia Militar — explicou Lima, fazendo referência ao caso da advogada Fernanda Fleck Freitas, presa pela morte da agente penitenciária Deise Alves.

A transferência de Francine Bruggemann e de Simone Gonçalves Vissotto fez parte de um pacote que envolveu troca de detentos entre cadeias de Santa Catarina. Segundo o Deap, a movimentação envolveu em torno de 50 presos na noite de sábado, além dos 40 que foram transferidos para cadeias federais.


Charles Guerra/ Agência RBS

Acusada de formação de quadrilha e investigada pela possível participação em outros crimes praticados pelo Primeiro Grupo Catarinense (PGC), Francine Bruggemann deu um show no presídio feminino de Florianópolis.

Eram 17h deste sábado quando as sete mulheres detidas na Operação Salve Geral da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic) chegaram de micro-ônibus na unidade. Elas foram escoltadas por policiais da Deic e da Coordenadoria de Operações Policiais Especiais (Cope), em sete carros e viaturas.

  Imagens da madrugada de transferência de presos do PGC em SC

Cercada por policiais e pelas outras mulheres detidas, Francine começou a gritar dizendo que a prisão era um absurdo. No auge do descontrole, a advogada arrancou a camiseta e ficou de sutiã e calça jeans no pátio externo do presídio.

Policiais contaram que desde sua prisão, naquela madrugada, a advogada demonstrava descontrole e não parava de reclamar e falar alto, algumas vezes gritando. A polícia contou também que assim que entrou no presídio, Francine levou uma bronca por seu comportamento escandaloso.

A advogada disse que é inocente e negou envolvimento com o crime e a facção PGC.

Os dez homens presos que foram no mesmo comboio aguardavam no micro-ônibus do lado de fora do presídio. Na sequência, foram transferidos para a Central de Triagem do Estreito.

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