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Zona Sul11/01/2013 | 10h36

Suspeita de mandar matar noivo na Capital é presa novamente

Lisiane era noiva de Marcelo Henrique Prade, funcionário do banco Sicredi

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Suspeita de mandar matar noivo na Capital é presa novamente Ronaldo Bernardi/Agencia RBS
Lisiane já havia sido presa pela polícia em outubro (Foto: BD ZH, 11/10/2012) Foto: Ronaldo Bernardi / Agencia RBS

Suspeita de ter encomendado a morte do noivo, a psicóloga Lisiane Rocha Menna Barreto, de 36 anos, foi presa novamente no início desta manhã, em Porto Alegre. Ela está em liberdade provisória desde que conseguiu um habeas corpus, em outubro do ano passado, quando estava presa preventivamente na Penitenciária Feminina Madre Pelletier.

Pelos personagens envolvidos, o caso ganhou repercussão na opinião pública. Em maio, do ano passado, Lisiane teria contratado duas pessoas para matar o noivo, Marcelo Henrique Prade, 46 anos, que era coordenador de produtos e serviços do banco Sicredi.

O motivo do crime seria um seguro de vida feito pelo bancário, no nome dela, no valor de R$ 2 milhões. O corpo foi encontrado na casa dele, enrolado em um tapete, com as mãos e os pés amarrados. O matadores levaram o carro, encontrado dias depois.

O inquérito policial corre em segredo de Justiça. Em outubro, a delegada Vandi Tatsch, responsável pela investigação, conseguiu ligar o nome de Lisiane ao crime e pediu a prisão preventiva.

Solta duas semanas depois, Lisiane estava respondendo em liberdade provisória até ser presa nesta manhã. Em novembro, a delegada concluiu o inquérito indiciando 10 pessoas por homicídio e formação de quadrilha, mas as investigações prosseguiram.

A nova prisão preventiva foi decretada graças a novas provas do caso conseguidas pelos investigadores, informou o delegado Gabriel Bicca, da 4ª Delegacia de Homicídios, sem entrar em maiores detalhes. Com o mandado de prisão em mãos, os agentes da Delegacia de Homicídios estavam procurando Lisiane há mais de uma semana.

Ontem, descobriram o paradeiro e fizeram "campana",  que no jargão policial significa vigilância.

— Ela deverá voltar ao Madre Pelletier — informou o delegado. 

A respeito dos suspeitos de terem executado o bancário, Bicca disse que não poderia falar, alegou o segredo da investigação. Consta que os dois teriam recebido entre R$ 4 e R$ 20 mil para executar o bancário.

O crime

Após passar o dia em Osasco (SP), o coordenador de produtos e serviços do banco Sicredi Marcelo Henrique Prade, 46 anos, chegou a Porto Alegre na noite de quinta-feira, 3 de maio. Após desembarcar no Aeroporto Internacional Salgado Filho, ele enviou uma mensagem para o celular da noiva avisando que havia chegado. Pegaria seu Peugeot 307 preto no estacionamento do aeroporto e voltaria para casa, na Rua Octávio de Souza, no bairro Nonoai.

O contabilista, que trabalhava desde 1999 no banco, foi encontrado enrolado no tapete da sala da residência, com mãos e pés amarrados e olhos e boca vendados. Levado no dia do crime, o veículo de Prade foi encontrado abandonado dias depois na Zona Norte.

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