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Terror na Serra04/01/2013 | 22h01

Polícias traçam plano para evitar novo ataque

Por causa do período de pagamentos, Brigada Militar e Polícia Civil se mobilizam neste fim de semana

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A Secretaria da Segurança Pública promete não baixar a guarda face os ladrões de banco. Como o período é de pagamento em empresas públicas e privadas, o alerta geral contra ataques a agências bancárias, fábricas e caixas eletrônicos ganha novo reforço neste fim de semana.

Mesmo que hoje e amanhã não sejam dias úteis, há temor de que assaltantes façam reféns (incluindo gerentes de instituições bancárias) para forçar o ingresso em locais de grande concentração de dinheiro. Ou simplesmente façam uso de explosivos.

— Tivemos uma reunião conjunta da BM e Polícia Civil hoje para tratar disso. Aliás, esse entrosamento ocorre desde domingo, após o assalto em Cotiporã, no qual as polícias tiveram excelente atuação — explica o secretário da Segurança Pública, Airton Michels, que ontem fez um balanço das ações que resultaram na morte de três bandidos que tinha mantido 38 pessoas como reféns.

Na ação, realizada contra uma fábrica de joias, a quadrilha levou R$ 1,9 mil em dinheiro e pelo menos três sacos de joias, recuperadas quando a BM interceptou a tiros o bando, numa estrada em Cotiporã. A empresa não informou quanto em pedras preciosas e ouro foi levado pelos ladrões.

Dos oito criminosos que atacaram a fábrica, três morreram no confronto com as tropas da BM — entre eles o foragido número 1 do Estado, Elisandro Rodrigo Falcão, 31 anos. Outros cinco conseguiram furar o bloqueio policial e fugir, sendo um deles Luciano da Silveira, 34 anos, o Puro Osso, perigoso bandido do Vale do Sinos. Ontem, a Justiça decretou a prisão preventiva de Puro Osso, além de Dejair Jorge Santos dos Reis, 39 anos, e Carlos José Machado dos Santos, 40 anos, reconhecidos por reféns levados durante a fuga.

Sequestro em estrada de chão batido é investigado

Outro suspeito, Carlos da Silva, 35 anos, não teve a prisão decretada em razão de indícios insuficientes. De qualquer forma, ele já é procurado, porque fugiu de um albergue prisional em São Leopoldo no mesmo dia em que os criminosos reconhecidos pelo roubo em Cotiporã escaparam do mesmo estabelecimento penal.

Pela contabilidade da polícia, há pelo menos um bandido a mais — o oitavo — desaparecido nas barrancas do Rio das Antas, que pode estar ferido. Na manhã de ontem, em uma estrada de chão batido no limite entre Serafina Corrêa e Guaporé, entre o norte e a serra gaúchos, quatro homens com armas longas desceram de um carro escuro, não identificado, e renderam um vendedor de 64 anos, que dirigia um Strada. A polícia investiga se os bandidos têm ligação com o bando que atacou a fábrica de joias em Cotiporã, distante 30 quilômetros do local do roubo do veículo.

— Achamos estranho que usem armas longas para roubo de carro. Podem ser os bandidos de Cotiporã em fuga — admite Enio Gomes de Oliveira, subchefe de Polícia do Estado.

A vítima foi libertada, e os criminosos seguiram, com os dois carros, rumo a Passo Fundo.

A Rota de fuga

— A rota de fuga dos bandidos que atacaram a fábrica de joias em Cotiporã pode ter sido traçada duas semanas antes da ação.

— Conforme o depoimento de um dos reféns, rendido no interior de Bento Gonçalves, um dos criminosos esteve na casa da família dele duas semanas antes do ataque. O homem estava de moto e queria saber informações sobre rotas para o interior da cidade e para a Região Metropolitana.


Saiba mais:
Acompanhe os bastidores da ação que durou 31 horas na serra gaúcha
Entenda a cronologia dos fatos do assalto que aterrorizou Cotiporã

GALERIA DE FOTOS:
> A libertação dos reféns na Serra
> A ação dos bandidos em Cotiporã

Em VÍDEO, repórter Humberto Trezzi relata o terror em Cotiporã:



VÍDEO mostra parte da ação de bandidos em fábrica de joias de Cotiporã



 

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