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Busca na Serra04/01/2013 | 11h36

Policiais caçam o oitavo bandido de quadrilha que atacou fábrica de joias em Cotiporã

Bando que perdeu três integrantes em confronto com a BM seria composto por oito criminosos

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Policiais caçam o oitavo bandido de quadrilha que atacou fábrica de joias em Cotiporã Caco Konzen/Especial
Polícia repete rotina de buscas na serra gaúcha (BD ZH, 01/01/2013) Foto: Caco Konzen / Especial

Pela contabilidade da polícia, há um oitavo bandido desaparecido nas barrancas do Rio das Antas, da quadrilha que, na madrugada de domingo, atacou com explosivos uma fábrica de joias, em Cotiporã, na Serra.

O bando era formado por oito quadrilheiros, três morreram no confronto com as tropas da Brigada Militar (BM), entre eles o foragido número 1 do Estado, Elisandro Rodrigo Falcão, 31 anos, conhecido como Cangaceiro da Serra por ser pioneiro no uso da tática do cangaço: dominar militarmente pequenas cidades.

Quatro conseguiram furar o bloqueio e fugir, sendo um deles o Luciano da Silveira, 34 anos, o Puro Osso, audacioso e perigoso bandido do Vale dos Sinos.

Os bandidos fizeram 38 reféns, que foram libertados. O último a ser vítima dos criminosos que furaram o bloqueio da BM foi um agricultor. Ele foi solto em São Vendelino, na Serra.

Com base em depoimentos de reféns e testemunhas e em objetos pessoais dos quadrilheiros deixados durante a fuga é que os agentes da Delegacia de Roubos, ligada ao Deic, acreditam na existência do oitavo bandido, cuja identidade é desconhecida. Os outros quadrilheiros foram todos identificados pelas autoridades.
 
— Estamos cruzando as informações dos depoimentos com objetivo de esclarecermos quem é o bandido — afirma o delegado Juliano Ferreira, titular da Roubos.

Há várias descrições deste oitavo bandido. Uma delas o aponta com sendo uma pessoa gorda, de estatura média e que estaria ferida. Outra o descreve como o verdadeiro chefe do bando. Independentemente do que se fala sobre ele, as tropas da BM continuam vasculhando a região a sua procura. Brigadianos de várias unidades, inclusive de Porto Alegre, estão fazendo barreiras fixas e móveis nas estradas.

Patrulhas percorrem trilhas no meio do mato usado  como rota de fuga e reforçam as guarnições nas pequenas cidades da região. A Brigada Militar e as delegacias da Polícia Civil na região têm recebido, diariamente, telefonemas de colonos informando que pessoas estranhas foram vistas nas redondezas. As informações são repassadas para as tropas envolvidas na busca.

— Ainda ontem, nós recebemos um informe de uma moradora dos arredores de onde houve confronto com os bandidos. Ela disse que havia uma pessoa estranha embaixo dos parreirais. Fomos até lá e não encontramos ninguém — relatou o capitã Helena Santana, comandante da BM em Cotiporã.

A Policial diz que todas as denuncias são atendidas. O objetivo da BM é mostrar à população que ela está protegida.

— Se o oitavo bandido estiver por aqui, nós temos uma boa chance de encontrá-lo — aposta.

Saiba mais:
Acompanhe os bastidores da ação que durou 31 horas na serra gaúcha
Entenda a cronologia dos fatos do assalto que aterrorizou Cotiporã

GALERIA DE FOTOS:
> A libertação dos reféns na Serra
> A ação dos bandidos em Cotiporã

Em VÍDEO, repórter Humberto Trezzi relata o terror em Cotiporã:



VÍDEO mostra parte da ação de bandidos em fábrica de joias de Cotiporã



 

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