Faltou segurança para quem deveria garantir a segurança dos moradores de São Francisco de Paula. Na madrugada da última segunda-feira, a Delegacia de Polícia do município da Serra foi arrombada. O foco das investigações, agora, é retirar das ruas as armas que seriam utilizadas na repressão ao crime, e que podem estar sendo usadas pelos bandidos.
Durante a ação os bandidos levaram uma pistola calibre .380 – que pertencia a um dos servidores da delegacia - uma carabina puma calibre.38 e uma espingarda calibre .12, que eram da Polícia Civil. De acordo com a delegada regional, Elisângela Melo Regelin, já existem suspeitos de cometer o crime.
— Ainda não estamos divulgando nomes para não atrapalhar as investigações. Nesse momento já temos suspeitos, e pretendemos concluir o inquérito apreendendo as armas — afirma a delegada.
Os ladrões invadiram o prédio por uma basculante da garagem. Depois de recolherem as armas, estragaram todos os computadores e impressoras da delegacia, deixando os agentes sem meios de trabalhar nesse início de semana. Os equipamentos foram levados para conserto em Porto Alegre nesta quarta-feira.
Depois de realizaram o roubo e o vandalismo na DP, os criminosos fugiram usando o carro da Polícia Civil – um Fiesta sedan adesivado. O veículo foi encontrado na manhã de segunda-feira em Santo Antônio da Patrulha.
Poucos servidores
A delegacia de São Francisco de Paula não tem plantão durante a noite e finais de semana, em função da pouca demanda, mas principalmente, pela pequena quantidade de servidores. Atualmente, o delegado de Canela, Daniel Reschke, responde pela DP.
São apenas três agentes trabalhando diariamente no município de 20 mil habitantes, e com uma área de mais de 3,2 mil quilômetros. Um deles ainda está para se aposentar. Além disso, a delegacia funciona em um prédio antigo e retirado.
— É uma cidade muito grande em extensão, que pega quase toda a Rota do Sol (ERS 486). O prédio é precário, temos poucos agentes, e a delegacia ainda fica em local ermo. Estamos buscando mais recursos para a DP local, mas tem sido difícil contornar a questão do pouco efetivo — ressalta Regelin.












