O Ministério Público de Gramado pediu à Justiça o arquivamento do inquérito que indiciou o delegado e dois agentes por tortura, abuso de autoridade, prevaricação e formação de quadrilha. As denúncias se referem a uma operação contra o tráfico de drogas realizada em Três Coroas em 25 de novembro de 2011.
Segundo o promotor Paulo Eduardo de Almeida Vieira, uma das supostas vítimas de tortura afirmou, em juízo, ter recebido oferta em dinheiro de um advogado para fazer denuncia falsa contra os policiais.
A investigação da Corregedoria-geral da Polícia Civil (Cogepol) apontava que a equipe do delegado Gustavo Barcellos teria agredido com choques elétricos um grupo de nove pessoas suspeito de envolvimento com o tráfico de entorpecentes. Os nomes dos agentes não foram divulgados pela polícia.
De acordo com o inquérito, no final de 2011, após uma tarde em que foram cumpridos mandados de busca em apreensão em oito locais da zona rural e urbana de Gramado, suspeitos de integrarem quadrilha de traficantes e usuários de drogas teriam sido torturados para revelarem a localização dos líderes e das drogas. Segundo a investigação, as nove pessoas detidas teriam sido agredidas com o uso de uma pequena máquina choque. Algemados, eles teriam sido pressionados a entregarem informações que contribuiriam para o sucesso da operação policial.
Na investigação da Cogepol, foram encontrados laudos médicos de duas pessoas e, em um deles, foi comprovada as marcas de choque na pele.












