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Perseguição policial18/01/2013 | 19h03

Cerco a assaltantes do Banrisul de Barão deve seguir durante a noite

Bandidos foram vistos pela última vez em Bento Gonçalves, mas policias de toda a Serra acompanham as buscas

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Cerco a assaltantes do Banrisul de Barão deve seguir durante a noite Charles Dias/Especial
Assalto foi realizado no início da tarde desta sexta-feira Foto: Charles Dias / Especial
Mais de 50 homens da Brigada Militar patrulham nesta sexta-feira estradas vicinais da Serra. O objetivo é prender os três homens que assaltaram a agência do Banrisul de Barão. A última vez em que o trio foi visto, foi após trocarem de carro em Bento Gonçalves. Eles teriam entrado em um Monza roubado na noite de quinta-feira em Cotiporã.

Os homens invadiram a agência por volta de 12h15min. A visão das armas de grosso calibre foi suficiente para que os vigilantes não esboçassem nenhuma reação. Ao chegarem na porta do banco, nas margens da rodovia Montenegro – Carlos Barbosa (RSC-470) com armas que pareciam fuzis, os assaltantes mandaram que os dois vigilantes abrissem a porta. Entraram gritando e anunciaram o assalto.

Haviam quatro funcionários e apenas um cliente naquela hora. Todos tiveram que se deitar no chão. Uma mulher, vigilante de uma empresa contratada, foi ferida com uma coronhada, e assim como o colega, teve a arma recolhida. Em seguida, os assaltantes começaram a retirar o dinheiro que havia nos caixas.

— Foi tudo muito rápido, deve ter durado no máximo cinco minutos. Eles queriam chegar ao cofre, mas acabaram fugindo antes. Não posso nem me lembrar desses minutos. Tudo o que eu quero agora é ir para minha casa — relatava, assustado, um dos funcionários da agência momentos depois do crime.

A ação dos bandidos foi encurtada por uma coincidência. Minutos antes da chegada deles, a Brigada Militar fez a habitual ronda perto dos bancos. Segundo as investigações, é provável que os ladrões estivessem monitorando a circulação da viatura. Depois da passagem da BM, iniciaram o assalto. Porém, nesse mesmo momento, o soldado que fazia a ronda resolveu ir almoçar.

— Eu voltei e passei em frente ao banco para ir para o almoço. Quando viram a viatura resolveram ir embora, porque acharam que eu pararia — conta o soldado, Cláudio Rogério Correia Oliveira.

Avisado por vizinhos do banco, o soldado voltou até o local, mas já era tarde. Os bandidos fugiram em um Fiesta roubado em Caxias do Sul na direção do Vale do Caí. Cerca de 800 metros depois, no entanto, o motorista perdeu controle em uma curva, invadiu a pista contrária e só parou em um barranco no matagal.

Assaltantes fazem dois reféns

Após o acidente, os assaltantes saíram do carro. No mesmo momento, dois funcionários de uma empresa de telefonia passavam por uma estrada próxima com uma Kombi. Eles foram rendidos e usados como reféns dos assaltantes.

— Eu vi um deles saindo do mato com duas armas grandes, e outro a pé logo atrás. O terceiro já estava na Kombi, gritando para que os passageiros deitassem no chão — conta um morador próximo.

Os bandidos fugiram na direção de Vespasiano Corrêa, onde abandonaram os dois reféns. A Kombi em que estavam era monitorada via satélite, e a polícia montou um cerco em toda a região. Em Bento Gonçalves o veículo foi abandonado, e os ladrões entraram no Monza em que foram vistos pela última vez.

— Esse carro provavelmente era ocupado por comparsas dos ladrões. Estamos com um cerco em toda da região da Serra que não tem hora para acabar — afirma o comandante do 5º Batalhão de Polícia Militar, major Marcus Vinícius Sousa Dutra.

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