Uma das suspeitas que surge há anos contra Clóvis Ribeiro, o Nai — preso hoje em Gramado (RS) — é de que lave dinheiro obtido com o tráfico de armas para a guerrilha colombiana Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia.
Em 1º de setembro de 2005, ele foi interrogado pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Armas da Câmara Federal. Ele negou, mas a suspeita é que remetesse armas para os guerrilheiros colombianos, em troca de droga. O bando dele seria atacadista de entorpecentes em todo o litoral paulista.
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Morador de Santos, ele seria o investidor dos lucros obtidos por uma quadrilha com penetração em toda a Baixada Santista e chefiada por Ronaldo Duarte Barsotti de Freitas, o Naldinho. Os policiais do Departamento Estadual de Narcóticos (Denarc) surpreenderam o bando num sítio pertencente a Naldinho, em Praia Grande (SP). No local e numa revenda usada pela quadrilha foram apreendidos 20 carros. Em dois deles, policiais acharam cocaína, além de 135 quilos de lidocaína (produto químico usado no preparo da droga).
Os agentes do Denarc também acharam com o bando um arsenal: duas metralhadoras URU, uma metralhadora Beretta, uma metralhadora AMT, um rifle Winchester, uma pistola .380, uma pistola 9 mm, uma pistola Walter PPK 7.35mm, uma pistola CZ 7.65 mm e um revólver calibre 32. E milhares de projéteis, tudo escondido no fundo falso sob um fogão. A suspeita é que parte do material seria contrabandeado para o Exterior.
Há uma dúvida se Nai trabalharia para o Primeiro Comando da Capital (PCC), a principal organização criminosa paulista. Quando da sua prisão, em 2005, os policiais disseram que integrantes da quadrilha foram eliminados por rivais do Primeiro Comando da Capital (PCC). Seria uma disputa por pontos de tráfico na Baixada Santista controlados por Naldinho. Hoje o PCC praticamente monopoliza a venda de drogas não apenas no Litoral, como também em outras regiões de São Paulo.
O Denarc acredita também que Nai tem ligações com o Comando Vermelho, para quem forneceria drogas.
Não há contradição nessas informações. Nai poderia ser um "matuto": um contrabandista especializado em trocar drogas por armas, trazendo o material do Exterior, sem vínculo formal com nenhuma facção.
Numa ordem de prisão expedida contra Nai em 2005, consta que a quadrilha dele abastecia usuários na Baixada Santista e também no Rio de Janeiro. A última entrega de entorpecentes no Rio de Janeiro, antes da prisão do bando, foi efetivada pela quadrilha no sábado, do dia 04 de junho de 2005, sendo monitorada pelo Denarc.
Confira imagens registradas e divulgadas pela Polícia Civil:








