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Novo depoimento17/12/2012 | 20h57

Polícia volta a ouvir homem que ficou refém de assaltantes em elevador

Vítima de assalto que parou o centro de Porto Alegre na semana passada manteve versão de que estava sofrendo ameaças

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O vendedor de joias Eduardo Pandolfo, 26 anos, que foi feito refém por dois homens armados durante quase cinco horas dentro de um elevador no centro da Capital, na terça-feira passada, voltou a ser ouvido pela polícia na tarde desta segunda-feira.

Após o depoimento, que durou cerca de quatro horas, o delegado Hilton Müller, da 17ª Delegacia da Polícia Civil, afirmou que Pandolfo manteve a versão que sustentou no registro do flagrante e segue sendo tratado pela polícia como vítima do assalto.

— Pelas evidências que se trouxe no inquérito, acredita-se que não há motivos para a polícia suspeitar do meu cliente — diz o advogado Rui Schutz, que acompanhou Pandolfo no depoimento.

No dia do assalto, Pandolfo diz ter sido abordado pelos assaltantes em Sapucaia do Sul e foi obrigado a ir até a loja na esquina da Avenida Mauá com a Rua Coronel Vicente, na Capital, com os assaltantes. Ele diz ainda que sofreu ameaças tanto físicas como verbais, principalmente contra seus familiares.

Na loja, a dupla rendeu o dono do estabelecimento e o zelador do prédio e fugiu com cerca de 10 mil peças em prata e ouro, levando Pandolfo como refém. As duas outras vítimas foram amarradas dentro do banheiro. Ao ver imagens de uma câmera instalada dentro do elevador, um porteiro desconfiou e trancou as engrenagens, mantendo os três presos por quase cinco horas no elevador, até que a polícia conseguiu convencer a dupla a se render.

Em depoimentos à imprensa, o lojista e o zelador alertaram para a hipótese de que Pandolfo pudesse ter participado da ação dos criminosos, o que motivou a polícia a chamá-lo novamente a depor. O delegado Müller admite que há situações registradas nas imagens que podem levar à suspeita.

— Os assaltantes deixaram ele numa esquina e ele seguiu, sozinho, largou o carro na garagem, e foi ao encontro deles para subir no prédio. É uma coisa que chama atenção, mas cada um sabe a que tipo de ameaça vai se sujeitar ou não — argumenta Müller.

O delegado sustenta, no entanto, que, até o momento, Pandolfo é tratado como vítima e não foi indiciado. Ele informa ainda que mais pessoas serão ouvidas. O inquérito deve ser concluído nos próximos dias.

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