A Polícia Civil tem um suspeito no caso de morte do casal morador de Cristal, que foi encontrado com os corpos carbonizados em seu próprio veículo no interior de Canguçu na segunda-feira. O nome do possível responsável pela tragédia não é divulgado para não atrapalhar a investigação.
A delegada Karoline Calegari informa que assim que as suspeitas forem comprovadas, ela poderá fornecer maiores detalhes sobre a identidade e a motivação. Até o momento apenas comenta que o motivo teria sido desavença pessoal, embora os depoimentos deem conta de que o casal não tinha inimigos. Como não houve roubo, a polícia descarta a hipótese de latrocínio (roubo seguido de morte). Ainda há possibilidade que mais de uma pessoa tenha cometido o crime.
Renato Ehlert e sua mulher, Jaquelaine Beier Ehlert, ambos com 33 anos, foram encontrados com os corpos carbonizados em uma estrada secundária, próxima a um CTG, no 5º Distrito de Canguçu, próximo ao limite com São Lourenço do Sul. Os dois trabalhavam e moravam em uma serralheria da família, no interior de Cristal. Lá, foram encontrados rastros de sangue. O pai de Renato, Arno Ehlert, conta que o casal estava em um culto em uma igreja evangélica, depois foram à uma pizzaria. Ele acredita que o criminoso tenha esperado do lado de fora e tenha adentrado quando o portão elétrico abriu. O criminoso teria matado os dois em casa, posto os corpos no carro particular deles e levado a Canguçu, onde colocou fogo no veículo.
Ainda não está confirmado oficialmente que os corpos sejam do casal, mas, segundo a polícia, há fortes indícios que comprovam a identidade deles. No entanto, a comprovação oficial sairá por meio de um exame da arcada dentária. O método mais comum é um teste com a impressão digital, mas, de acordo com novas informações da polícia, essa técnica será impossível de ser aplicada, pois o estado de carbonização dos corpos é avançado.
— Informalmente sabemos também que não será possível definir a causa da morte devido ao estado de carbonização dos corpos — afirma a delegada Calegari.
— Isso é uma injustiça. O Renato era o mais novo dos meus três filhos, mas o mais responsável. Em janeiro, ia comprar a parte dos outros e comandar toda a serralheria. E agora isso! — desabafa o pai Arno.
Renato e Jaquelaine estavam casados há 11 anos e, segundo o primo dele, Elesandro Ehlert, eles planejavam ter filhos:
— Há muito tempo os dois queriam ter filhos. No começo do mês, Jaquelaine foi a Porto Alegre fazer inseminação artificial. Seriam pais ótimos — diz entristecido.









