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Morte de militar 18/12/2012 | 07h05Atualizada em 18/12/2012 | 13h57

PMs suspeitos de matar coronel aposentado do Exército são presos em Porto Alegre

Perícia encontrou no carro utilizado no crime digitais de pelo menos duas pessoas que estariam envolvidas na morte de Júlio Miguel Molinas Dias

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PMs suspeitos de matar coronel aposentado do Exército são presos em Porto Alegre Ronaldo Bernardi/Agencia RBS
Policiais fazem parte da 3ª Cia. do 11º BPM de Porto Alegre Foto: Ronaldo Bernardi / Agencia RBS

A Polícia Civil prendeu, no início da manhã desta terça-feira, três pessoas, entre elas dois PMs, sob suspeita de envolvimento no assassinato do coronel reformado do Exército Júlio Miguel Molinas Dias, ocorrido em 1º de novembro, em Porto Alegre. Uma quarta pessoa que também estaria envolvida acabou presa cerca de uma hora depois.

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Os PMs são soldados da 3ª Companhia do 11º Batalhão de Polícia Militar (BPM) — na zona norte da Capital —, a unidade responsável pela segurança no bairro Chácara das Pedras, onde vivia o militar. Os PMs estão com prisão temporária decretada pela Justiça por 30 dias por se tratar de crime hediondo.

Segundo a polícia, os dois PMs teriam arquitetado um assalto à casa do militar com intenção de roubar 23 armas que faziam parte do arsenal particular de Molinas. A dupla já foi investigada pela Corregedoria da Brigada Militar (BM) por suspeita de desvio de armas do quartel. A outra pessoa presa é a namorada de um deles.


Roupas encontradas nas casas dos PMs são semelhantes às usadas em assalto a farmácia
Foto: Ronaldo Bernardi


De acordo com o delegado Luís Fernando Martins de Oliveira, titular da 20ª Delegacia de Polícia (DP) e responsável pelo caso, os PMs também são suspeitos de assaltos a estabelecimentos comerciais na zona norte de Porto Alegre.

Roupas e toucas ninja semelhantes às registradas nas câmeras de segurança de uma farmácia atacada anteriormente foram encontradas nas casas dos dois PMs, uma localizada no bairro Campo Novo e outra no Jardim Carvalho. Oficiais da Corregedoria da BM acompanharam a Operação Mosaico.

A polícia chegou até eles após perícia no Gol vermelho usado na perseguição a Molinas no dia do crime, e que fora abandonado dias depois. O Gol continha fragmentos de impressões digitais semelhantes às de dois suspeitos, indicando que ambos andaram no carro. O veículo tinha sido roubado duas semanas antes do assassinato de Molinas e rodava com placas clonadas e documentos falsos.



O veículo também permitiu descobrir um outro indício contra um dos soldados. Em 20 de outubro, o Gol passou em um sinal vermelho e o motorista estava sem o cinto de segurança. A cena foi flagrada por três PMs do 1º BPM que emparelharam com o Gol e falaram com o condutor infrator.

Os PMs seguiram para atendimento de uma ocorrência, mas anotaram as placas do Gol e aplicaram uma multa. A dona do Gol foi procurada e garantiu que não estivera em Porto Alegre naquele dia. Chamados para depor, os PMs reconheceram por foto o motorista do Gol, o qual seria um dos soldados suspeitos de matar Molinas Dias.


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