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Avanço contido11/12/2012 | 12h11

Ministério Público denuncia oito integrantes do PCC que tentavam instalar facção no RS

Grupo criminoso paulista, por meio do tráfico de drogas, buscava arrecadar dinheiro e cooptar comparsas

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O Ministério Público (MP) apresentou, na manhã desta terça-feira, denúncia contra oito pessoas que vivem no Rio Grande do Sul envolvidas com a facção criminosa paulista Primeiro Comando da Capital (PCC). Por meio de escutas telefônicas, o MP descobriu que apenados se articulavam para estabelecer uma base de sustentação da facção dentro e fora das cadeias gaúchas.

A denúncia foi apresentada junto à 10ª Vara Criminal de Porto Alegre por dois tipos de crime: associação para o tráfico de drogas e tráfico de drogas. A investigação começou em abril, a partir de informações sigilosas fornecidas pelos MPs de São Paulo e Minas Gerais, com nome e telefone dos homens detidos no Presídio Central e na Penitenciária Estadual do Jacuí (PEJ).

Conforme o promotor Ricardo Herbstrith, o grupo montaria uma base no Rio Grande do Sul a partir da venda de drogas em Gravataí e Canoas, oriundas de São Paulo. Com o dinheiro arrecadado, prestariam assistência a outros presos e os cooptariam para fazer parte do PCC.

— Conseguimos estancar a tentativa de expansão do PCC para o Rio Grande do Sul — comemora Herbstrith.

Os oito integrantes do grupo criminoso foram isolados nos presídios. Em abril, foram apreendidos dentro do Presídio Central manuscritos contendo o estatuto do PCC e listas de rifa, indicando uma tentativa de arrecadar dinheiro para custear despesas do grupo.

Um dos denunciados é o paranaense Wagner Nilson de Abreu, o Waguinho, 31 anos, preso na Penitenciária Estadual do Jacuí, em Charqueadas, apontado pelo MP como gerente do PCC no Estado. Em uma das escutas telefônicas, Waguinho conversa com Michael Leandro Santos, identificado como Magrão. De São Paulo, Magrão fala da expansão do PCC no Rio Grande do Sul.

Ouça parte da conversa gravada pelo MP

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