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Crime no Vale do Sinos18/12/2012 | 16h12Atualizada em 18/12/2012 | 20h20

Hipótese de homicídio em morte de padre ganha força em Novo Hamburgo

Polícia busca imagens de câmeras de segurança e deve divulgar um retrato falado dos assassinos

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Com o avanço nas investigações sobre a morte do padre Eduardo Teixeira, 35 anos, a Polícia Civil revelou estar perdendo força a tese de latrocínio, roubo com morte.

O fato de o carro supostamente roubado ter sido encontrado intacto faz a investigação suspeitar de homicídio, uma vez que o religioso teria reagido à ação de dois homens armados na noite de domingo em Novo Hamburgo, no Vale do Sinos.

O veículo levado dos religiosos foi encontrado na tarde da última segunda-feira, estacionado, no município de Campo Bom. De acordo com o delegado Enizaldo Plentz, nada foi roubado do Corsa.

— Está tudo intacto. Além disso, eles não foram a lugar nenhum com o carro. O tempo entre a saída deles do local do crime, e a chegada onde o carro foi deixado, visto por testemunhas, é período exato do trajeto. Eles pegaram num local e largaram em outro — afirma o delegado.

Para Plentz, o fato de nada ter sido retirado do carro reforça a ideia de que o objetivo não era roubar. Além disso, um celular foi esquecido dentro do veículo. O aparelho está sendo analisado pela polícia.

— Quem quer roubar não abandona o carro com um celular dentro — lembra o delegado.

Ontem, agentes percorreram a região onde os assassinos teriam sido abordados pela vítima e pelo padre Rafael Barbieri, 37 anos, que estava com Teixeira na noite do crime.
De acordo com a versão do padre sobrevivente, os dois abordaram dois jovens em busca de informações sobre o trajeto a seguir, uma vez que voltavam de uma janta e haviam se perdido. A dupla entrou no carro para orientá-los, mas depois surpreendeu os padres ao sacarem armas.

— Estamos indo nas casas e estabelecimentos comerciais atrás de câmeras de segurança. Caso eles tenham sido gravados caminhando pela região, teremos as imagens dos assassinos — afirma o delegado.

A polícia também pretende produzir, com a ajuda do padre Rafael, um retrato falado dos dois homens que cometeram o crime.

— Já começamos a trabalhar nisso. Estamos em contato com o padre para produzir esse material — reforça Plentz.

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