Uma equipe do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) recolheu a granada encontrada nesta tarde, em Porto Alegre, próximo ao Gasômetro. De acordo com o capitão Glênio Argemi, se tratava de um artefato sem poder explosivo utilizada em treinamentos pelo Exército.
A granada de morteiro, como é denominada, foi achada durante a tarde deste domingo na beira do Guaíba por um pedestre. Segundo o capitão Dilmar Silveira Oliveira, da Brigada Militar, o homem, que se apresentou como um militar aposentado, recolheu o objeto com as mãos e o levou a policias militares que faziam a guarda no local. Ao depararem com o explosivo, eles o colocaram em um buraco no chão e comunicaram o fato ao Gate.
— A granada estava com terra e tinha uma aparência antiga. Mas como se trata de algo com possível carga explosiva, havia risco, e havendo risco trabalhamos com precaução — diz Oliveira.
Com a área da Avenida Edvaldo Pereira Paiva isolada, os agentes do Gate recolheram a peça e a colocaram em uma manta balística para levá-la à perícia. O artefato de cor azul foi identificado como uma granada de morteiro utilizada exclusivamente em treinamentos pelo Exército. Conforme o capitão Argemi, ela serve unicamente para simulações:
— Para quem vai aprender, se utiliza este material que simula tamanho e peso de uma granada. Mas ele não tem carga explosiva.
O capitão do Gate explica que ela é produzida pelas Forças Armadas já nesta cor para identificar seu fim, e é descartada pelo próprio Exército. Não há suspeitas, porém, sobre como o artefato foi parar na beira do rio.
Imagens e edição: Bruno Alencastro









