Entre os papéis foram achadas provas de que o ex-deputado federal Rubens Paiva, desaparecido há 41 anos, esteve no DOI- Codi durante a ditadura militar (1964 -1985).
O coronel foi chefe do DOI-Codi e, quando foi para a reserva do Exército, instalou-se em Porto Alegre. No início do mês, ele foi morto no que pode ter sido um assalto. O delegado da Polícia Civil Luís Fernando Martins de Oliveira investiga o caso. Krischke acredita que os documentos tenham sido levados para casa como uma espécie de habeas corpus:
— As pessoas envolvidas com a repressão tinham consciência de um dia poderiam ter que prestar contas. Então resolveram levar os documentos para serem usados em caso de necessidade.
Ele lembrou o caso do coronel do Exército Sebastião Curió Rodrigues de Moura, que ficou conhecido como major Curió, que participou da repressão à Guerrilha do Araguaia (1964 a 1975) e nos anos 80 foi enviado ao Rio Grande do Sul para reprimir a Encruzilhada Natalino, um movimento de sem terra que surgiu à beira da estrada Passo Fundo-Ronda Alta. Ele falou o seguinte:
— Curió levou para casa vários documentos dos episódios em que participou. Documentos que deixaram lacunas na história.
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