Como as malas dos passageiros que embarcam em qualquer aeroporto, um equipamento de raio X revelou todo o interior do veículo, incluindo passageiros e carga, em imagens que eram mostradas em detalhes fotográficos na tela de um laptop instalado em uma van estacionada ao lado da barreira.
A operação durou poucos minutos e foi apenas o teste de um equipamento que poderá ser a nova arma da polícia gaúcha para combater crimes como o tráfico de armas e de drogas e contrabando, além da fiscalização de cargas.
A aquisição do sistema móvel de inspeção por raios X, fabricado pela empresa catarinense Vistto Tecnologia, ainda está em estudo pela Secretaria da Segurança Pública do Rio Grande do Sul. Mas se depender do Comando de Polícia Ostensiva da Capital (CPC), já foi aprovado.
— Nossa avaliação é de que o equipamento é satisfatório — opinião do comandante do CPC, coronel Alfeu Freitas Moreira.
Tecnologia permite vistoriar um número muito maior de veículos
Foto Daiane Novinski, Brigada Militar, Divulgação
O sistema móvel é montado sobre a plataforma de uma van comum — o que permite ser operado disfarçadamente, se for necessário. Outra vantagem é que o sistema, ao contrário da maioria dos aparelhos de raio X, não exige um conjunto detector do outro lado do objeto verificado. Isso o torna ainda mais manobrável e flexível.
Operado por uma pessoa ou duas pessoas simplesmente girando o painel de controle na cabine para o lado do motorista ou do passageiro, a aparelho permite que apenas um policial vasculhe o interior de centenas de automóveis, caminhões e ônibus que passarem por uma barreira — para escanear o veículo, ele precisa passar em baixa velocidade pelo equipamento. Já as vistorias tradicionais são limitadas a poucos veículos e exigem o trabalho de vários policiais, que podem ser enganados por fundos falsos e outras artimanhas usadas por contrabandistas e traficantes para esconderem suas mercadorias.
— Quanto mais tecnologia pudermos usar no combate ao crime, melhor — diz o coronel Freitas.
Um dos "problemas" do equipamento poderá ser o custo. O aluguel de uma unidade pode custar até R$ 300 mil por ano.








