A partir de segunda-feira, Contagem, cidade mineira de 603,4 mil habitantes na região metropolitana de Belo Horizonte, será alvo das atenções dos brasileiros. O interesse é conhecer o desfecho do caso policial que abalou o país em 2010, uma trama criminosa envolvendo astro de futebol, sexo e sangue: o desaparecimento da modelo paranaense Eliza Samudio, 25 anos, que teria sido morta em Minas Gerais em 10 de junho daquele ano.
Veja como será o júri
Segundo investigações policiais, corroboradas pelo Ministério Público (MP), Eliza foi sequestrada, assassinada por estrangulamento e depois teve o corpo esquartejado e servido de comida para cães da raça rottweiler. Os executores do crime seriam Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, 27 anos, e o ex-policial civil e militar Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, 49 anos.
A morte teria se consumado em Vespasiano, nos arredores da capital mineira, na casa de Bola, contra quem pesa a acusação de aplicar uma gravata na jovem, apertando o pescoço até ela perder os sentidos e desfalecer.
Conforme a denúncia do MP, o mandante do crime seria Bruno das Dores Fernandes de Souza, 27 anos, então goleiro titular do Flamengo.
Modelo pressionava Bruno para reconhecer paternidade
Eliza, ex-amante do jogador, e mãe de um menino de quatro meses que ela afirmava ser filho de Bruno, pressionava o goleiro para reconhecer a paternidade da criança e pagar pensão alimentícia. Incomodado, o jogador teria “engendrado o plano diabólico”, em parceria com a mulher, uma amante e amigos, como revela a denúncia do MP.
— Todos sabiam que Eliza seria morta e que seria dado um sumiço em seu corpo. O torpe motivo do crime era o desejo de Bruno de retaliar Eliza, em face de sua postura de mãe obstinada na defesa dos direitos do filho — relata a denúncia.
Além de Bruno, Bola e Macarrão, serão julgadas a mulher do goleiro, Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, 25 anos, e Fernanda Gomes de Castro, 35 anos, ex-amante de Bruno. As duas estão em liberdade. O grupo será julgado por homicídio triplamente qualificado, sequestro e cárcere privado, ocultação de cadáver e corrupção de menor. Bola responde por esses crimes, exceto corrupção de menor.












