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Ataque a oficial03/11/2012 | 20h18

Polícia procura por quadrilhas que atuam na região onde coronel do Exército foi assassinado na Capital

Delegado Luís Fernando Oliveira ouviu uma das filhas do coronel e deve ouvir a outra no domingo

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Polícia procura por quadrilhas que atuam na região onde coronel do Exército foi assassinado na Capital Jean Schwarz/Agencia RBS
Militar reformado teria reagido a ação dos bandidos e cerca de 15 tiros foram disparados Foto: Jean Schwarz / Agencia RBS

O delegado Luís Fernando Martins Oliveira, titular da 14ª Delegacia de Polícia Civil, ouviu uma das filhas do coronel reformado do Exército Julio Miguel Molinas Dias, 78 anos, assassinado quando chegava em casa às 21h de quinta-feira, no bairro Chácara das Pedras, em Porto Alegre. Até a manhã de domingo, o policial deve ouvir a outra.

Nenhuma delas informou, até o momento, pistas que pudessem esclarecer algum motivo para o assassinato.

Segundo o delegado, a polícia está olhando fotos de bandidos e rastreando quadrilhas que atuam na Vila Ipiranga e arredores da Avenida do Forte.

Um carro da mesma marca do pertencente ao coronel foi furtado esta semana na região e encontrado em Ivoti (Vale do Sinos). A suspeita é que quadrilhas de ladrões de veículos do Vale do Sinos estejam agindo nessa parte da Zona Norte de Porto Alegre.

Assim, uma das linhas fortes de investigação do assassinato do oficial é que ele possa ter sido morto ao reagir a um assalto.

Opinião: os mistérios que envolvem o coronel

O Caso do Riocentro

- O atentado ao Riocentro ocorreu por volta das 21h de 30 de abril de 1981, durante show comemorativo ao Dia do Trabalhador. Um explosivo acabou detonando dentro de um Puma, onde estavam o sargento Guilherme do Rosário, que morreu, e o capitão Wilson Machado, que sobreviveu com graves ferimentos.

- Militares de extrema direita, descontentes com a abertura política iniciada pelo general João Figueiredo (1979-1985), cometeram o malogrado atentado no Riocentro. Queriam culpar grupos de esquerda, para causar um retrocesso no regime. No entanto, houve uma trapalhada, a bomba explodiu no colo do sargento Rosário.

Em galeria de fotos, relembre a noite do atentado no Riocentro

- Ataques terroristas se multiplicavam pelo país, com bombas destruindo bancas de revistas e sedes de jornais de esquerda, os chamados "nanicos".

- Em agosto de 1980, uma carta bomba atingiu a secretária da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Rio, Lyda Monteiro da Silva, que teve o braço decepado e morreu no hospital. No mesmo dia, uma bomba foi detonada na Câmara de Vereadores do Rio, ferindo seis pessoas.

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