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Solucionado15/11/2012 | 17h25

Polícia prende suspeitos de matar gerente de loja em Jaguarão

Leonardo Chagas Bretanha, 37 anos, foi degolado dentro de sua casa na noite de quarta-feira

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Polícia prende suspeitos de matar gerente de loja em Jaguarão Pâmela Machado/Arquivo Pessoal
Leonardo Bretanha era considerado pela amiga Pâmela Machado (foto) uma "pessoa maravilhosa e um amigo para todas as horas" Foto: Pâmela Machado / Arquivo Pessoal

Três pessoas foram presas na madrugada desta quinta-feira, suspeitas de roubar e matar um gerente de uma loja em Jaguarão, no sul do Estado, horas antes. A prisão foi uma ação conjunta entre Polícia Civil, Brigada Militar e a empresa concessionária do pedágio da rodovia que liga a cidade a Pelotas (BR-116).

O crime ocorreu no final da noite de quarta-feira. Os bombeiros receberam um chamado de vizinhos de Leonardo Chagas Bretanha, 37 anos. Sua casa, localizada na Avenida Bento Gonçalves, estava incendiando. Ao chegarem ao local, repararam que o corpo da vítima estava carbonizado. Mais tarde, a perícia constatou que Bretanha havia sido degolado.

A polícia civil e a Brigada Militar foram acionadas. Durante inspeção, perceberam que o carro do comerciário havia sido levado. Testemunhas relataram que viram o veículo sair em alta velocidade em direção à saída da cidade.

Após contato com a concessionária da rodovia, descobriram que o carro tinha cruzado em direção a Pelotas. A polícia pelotense foi acionada e passou a perseguir os criminosos. A prisão ocorreu na Rua Duque de Caxias, no bairro Fragata.

Adílson Gilberto Alves Vahl Jr, 20 anos, Ariel Pires da Rosa, 22 anos, e a uruguaia Valéria Emma Martinez Vega, 23 anos, todos com antecedentes criminais, foram presos em flagrante. Eles foram encaminhados ao Presídio Regional de Pelotas. A polícia suspeita que eles estavam envolvidos com drogas.

Além do carro da vítima, os criminosos levaram também uma quantia em dinheiro não revelada e alguns objetos pessoais.

Segundo o delegado Jaimes dos Santos Gonçalves, as investigações apontam para um estudo prévio da vida da vítima. Os bandidos monitoravam os passos de Bretanha e aguardavam pela véspera do feriado para atacar.

— Trabalhamos com essa hipótese porque era o dia que ele tinha recebido parte do salário, tinha levado o dinheiro. Além disso, sabiam que tinha trocado de carro recentemente. Não foi ao acaso — comenta.

Ex-colega de trabalho de Bretanha, Pâmela Machado falou sobre a morte do amigo:

— Era uma pessoa maravilhosa, sem defeitos. Um cara que sempre botava a gente para cima, divertido, brincalhão. Acho que isso é o que mais choca, sabe? Ninguém imaginava que isso poderia acontecer com um cara tipo o Leonardo.

O crime teve repercussão também nas redes sociais. Amigos da vítima lamentaram o latrocínio e cobraram justiça das autoridades.

Bretanha não era casado e não tinha filhos.

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