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Crime na Capital05/11/2012 | 00h55

Polícia encontra carro abandonado e acredita que tenha sido usado na morte de coronel

Júlio Miguel Molinas Dias, 78 anos, foi morto a tiros quando chegava em casa no bairro Chácara das Pedras

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Polícia encontra carro abandonado e acredita que tenha sido usado na morte de coronel Diego Vara/Agencia RBS
Automóvel passa por perícia durante a madrugada Foto: Diego Vara / Agencia RBS

Um carro abandonado a cinco quadras do local onde o coronel reformado do Exército Julio Miguel Molinas Dias, 78 anos, foi morto pode ser uma pista para desvendar o crime.

A Polícia Civil acredita que o carro pode ter sido usado pelos homens que mataram o militar, na noite de quinta-feira.

Em uma ronda, policiais do 11° Batalhão da Polícia Militar desconfiaram de um Gol vermelho estacionado em frente a uma praça na Rua Doutor Prudente de Moraes, no bairro Chácara das Pedras, em Porto Alegre. Consultaram a placa e o chassis e constataram que o automóvel havia sido roubado no dia 14 de outubro na Rua Professor Ulisses Cabral, via onde o coronel foi morto quando chegava em casa.

Por volta das 22h de ontem, os militares avisaram a Polícia Civil.

— Tem grandes chances de ser o mesmo veículo — disse o delegado Luís Fernando Martins Oliveira, da 14ª Delegacia da Polícia Civil, após chegar ao local onde estava o automóvel.

A polícia já tinha indícios de quem um carro nos mesmos moldes havia sido usado no crime. O veículo passou por perícia na noite de ontem e deve ser encaminhado para o depósito do Detran. Até a noite de ontem, a polícia não havia apurado desde quando o carro estava abandonado naquele local.

O fato novo reanima a investigação, já que um guarda de rua da região onde o crime ocorreu foi descartado como possível testemunha ocular da fuga. Após ser ouvido pelo delegado Oliveira, o homem afirmou não ter visto o veículo no qual estavam os assassinos.

O coronel foi assassinado quando chegava em casa, às 21h de quinta-feira, por razões desconhecidas. O caso ganhou ares ainda mais misteriosos porque Molinas atuou à frente do Destacamento de Operações de Informações — Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi) do Rio de Janeiro, órgão de repressão da ditadura militar.

Na quinta-feira, o oficial retornava em seu C4 de uma visita a uma de suas filhas, em direção a sua casa, quando houve o crime. O que também deixa em aberto a causa do assassinato são as circunstâncias. Armado com uma pistola, o militar teria reagido à investida, o que resultou em uma troca de tiros intensa, com três balas atingindo o tórax da vítima, além de uma no braço esquerdo e outra no rosto. Detalhe: um dos criminosos estaria no banco de trás do veículo do oficial. Nada foi roubado, exceto a pistola de Molinas.

Opinião: os mistérios que envolvem o coronel

A polícia contava com que o guarda tivesse visto o Gol que teria sido usado para o ataque. Com a negativa, as investigações prosseguem. Familiares já foram ouvidos, mas, conforme o delegado, não houve muito progresso. Uma linha de investigação envereda pela atuação de quadrilhas de roubo e furto de veículos.

Um carro da mesma marca do pertencente ao coronel foi furtado esta semana na região e encontrado em Ivoti (Vale do Sinos). A suspeita é de que quadrilhas de ladrões de veículos do Vale do Sinos estejam agindo nessa parte da Zona Norte de Porto Alegre. Assim, uma suspeita é de que Molinas possa ter sido morto ao reagir a um assalto.


 

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