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Investigação06/11/2012 | 22h37

Polícia busca imagens de câmeras para identificar criminosos que mataram coronel do Exército

Imagens podem ter registrado o momento em que Julio Miguel Molinas Dias, 78 anos, foi abordado

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Imagens de câmeras de segurança da prefeitura da Capital devem auxiliar na procura pelos criminosos envolvidos na morte do coronel reformado do Exército Julio Miguel Molinas Dias, 78 anos, em 1º de novembro, no bairro Chácara das Pedras. Segundo o delegado Luís Fernando Martins de Oliveira, da 14ª DP, a investigação tem se concentrado na busca por câmeras que possam ter registrado o momento em que Molinas Dias foi abordado, informação considerada fundamental para a elucidação do caso.

Na noite do crime, o militar percorreu o trajeto entre o apartamento de uma das filhas, no bairro Petrópolis, e a própria residência, na Rua Professor Ulisses Cabral, onde foi encontrado morto ao lado do automóvel C4, . O trajeto tem sido percorrido pelos policiais atrás de imagens.

— Estamos realizando diligências em busca de testemunhas e de câmeras da prefeitura que possam conter alguma pista — afirmou Oliveira.

Militar pode ter sido vítima de quadrilha de assaltantes

As duas filhas da vítima já foram ouvidas pela polícia, mas os depoimentos não ajudaram a diminuir o mistério que envolve o assassinato do ex-comandante do Destacamento de Operações de Informações — Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), no Rio de Janeiro.

Ainda são aguardados os resultados da perícia no carro do coronel e em um Gol vermelho, que teria sido utilizado pelos bandidos. Uma das linhas de investigação seguidas pela polícia aponta que Molinas Dias teria sido vítima de uma quadrilha de assaltantes que age em áreas nobres da Capital.

O ataque teria ocorrido após o militar ter saído da casa de uma das filhas e, com um dos bandidos no banco do carona, ter sido obrigado a ir até a própria casa. O coronel, acompanhado no carro por um dos bandidos, teria sido seguido por um Gol vermelho. Ao se aproximar da residência, Molinas Dias teria reagido, atirando contra o bandido com uma pistola calibre .45 — que sumiu após o crime.

O coronel teria entrado em luta corporal com o bandido, que o puxou para fora do veículo. Na sequência, o outro criminoso que estava no Gol desceu do carro e disparou contra Molinas Dias.

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