Órgãos de segurança da Serra estão em alerta desde o final de semana. Um preso vinculado ao Primeiro Grupo Catarinense, o PGC, pode vir ao Rio Grande do Sul para matar agentes dos órgãos de segurança pública. O PGC é um grupo de age dentro e fora dos presídios de Santa Catarina e que segue os moldes da organização criminosa paulista PCC, o Primeiro Comando da Capital.
De acordo com informações da inteligência dos órgãos de Segurança Pública gaúcha, o preso catarinense manteve contato com um apenado recolhido na penitenciária industrial de Caxias do Sul e pode vir a Serra para matar policiais e agentes penitenciários, além de assaltar bancos.
O alerta para a Brigada Militar, Polícia Civil e Susepe foi difundido entre as corporações no final da semana passada. A informação reservada e sigilosa é bem clara: um preso de Santa Catarina, que teve a prisão preventiva revogada pela Justiça, deixou o presídio de Santa Augusta, em Criciúma, com a missão de matar agentes da segurança pública. O criminoso, de 20 anos, estava preso provisoriamente por tráfico de drogas. Ele é ligado à cúpula do PGC, o Primeiro Grupo Catarinense. O PGC é uma facção criminosa dominante em cadeias em Santa Catarina. A facção segue os moldes da organização criminosa paulita PCC, o Primeiro Comando da Capital. Os dois grupos agiriam em parceria em Santa Catarina.
Logo que o criminoso deixou o presídio, no final de outubro, o alerta foi repassado aos órgãos de segurança de Santa Catarina. Porém, na semana passada, a Agência Regional de Inteligência da Brigada Militar caxiense descobriu um vínculo do preso com a Serra.
O bandido de Santa Catarina manteve contado com dois irmãos e criminosos que residem em Caxias do Sul. De acordo com o documento que a reportagem teve acesso, o homem ligado ao PGC teria conversado com um dos irmãos, que está recolhido na Penitenciária Industrial de Caxias do Sul. O conteúdo da conversa não é totalmente conhecido, mas o criminoso de Santa Catarina teria feito menção a sua missão de matar policiais.
Como em São Paulo, desde o começo do mês, o PCC estaria organizando atentados contra policiais a Agência Regional de Inteligência teme que a prática de espalhe.
O caxiense preso é suspeito de estar envolvido em assaltos a bancos e caixas eletrônicos na Serra. O irmão dele, que está em liberdade, é apontado como um dos responsáveis por uma carga de 12,5 quilos de explosivos em maio do ano passado. Na ação, o motorista de uma empresa de detonação foi rendido por homens armados na RS-122, em Caxias do Sul e Flores da Cunha, e obrigado a entregar a dinamite.
Essa carga de explosivos estaria abastecendo uma das quadrilhas que está atacando bancos e um carro-forte na Serra.












