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Vale do Sinos11/11/2012 | 16h19

Engenheiro é morto em assalto em São Leopoldo

Armin Grams, 56 anos, foi atingido por um tiro na cabeça na noite deste sábado

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O engenheiro Armin Grams, 56 anos, se preparava para chegar à velhice de forma tranquila. Tranquila em termos. Apaixonado por motos, ele queria era cruzar o Estado viajando em duas, ou quem sabe, três rodas. Planos interrompidos na noite de sábado quando ele foi morto com um tiro na cabeça em um assalto em São Leopoldo.

Natural de Santa Rosa, o engenheiro era casado há 25 anos e tinha dois filhos já adultos. Há mais de 10 anos, mudou-se com a família para o Vale do Sinos em busca de melhores oportunidades para a carreira. Neste período trabalhou para criar e dar educação aos filhos Natália, 21 anos e Guilherme Grams, 23 anos, que estuda em Curitiba.

— Ele trabalhou muito durante toda a vida. Nesse momento se preparava para diminuir o ritmo de trabalho e viver mais. Justo agora acontece isso — conta o primo, João Pacheco.

Por volta das 22h10min do último sábado, a filha saía de casa acompanhada do namorado, Jonas Jung Silva, após jantar com os pais. Quando entravam no carro foram abordados por dois homens em uma moto. Armados, eles exigiam dinheiro, carteiras e celulares do casal. Os ladrões não chegaram a pedir pelo carro.

Armin assistia a tudo sentado na varanda de casa. O calor do sábado o levou a buscar o ar fresco da noite. Ainda não se sabe o motivo, mas na hora do assalto o engenheiro tomou uma decisão que lhe seria fatal. Armin levantou-se. Nesse momento, um dos assaltantes virou e atirou. Mesmo estando distante cerca de sete metros, o ladrão acertou um tiro na cabeça da vítima. Ele chegou a ser levado para o Hospital Centenário, mas não resistiu.

— Não se sabe ao certo o que ele faria. É dificil pensar o que fazer ao ver sua filha sendo assaltada. Não podemos dizer que ele reagiria, mas parece que isso assustou os assaltantes — afirma Pacheco.

Os ladrões fugiram de moto. Como resultado do assalto seguido da morte do engenheiro, levaram uma carteira em um celular. O velório começou em São Leopoldo e terminou em Santa Rosa.

A polícia ainda não tem suspeitos de cometer o crime. O assalto seguido de morte começará a ser investigado nesta segunda-feira pelo delegado Alencar Carraro.

O motoqueiro do triciclo

A família costumava brincar dizendo que Armin estava querendo ser um “motoqueiro selvagem”, em referência ao filme em que homens com mais de 50 anos resolvem ter seu próprio clube de motoqueiros.

O engenheiro era um apaixonado por motocicletas. Ia para o trabalho em Canoas com a sua Yamaha TDM. Foi ela a parceira de uma viagem por muito planejada por Armin. Em outubro do ano passado ele viajou de moto para o Uruguai.

— Era um cara apaixonado pela vida, cheio de planos, de coisas que ele ainda queria fazer — lembra o primo.

Formado em 1984, o engenheiro trabalhava em um novo brinquedo. Além da família, dos muitos amigos, Armin deixou, acabado, um triciclo, que seria seu novo parceiro de viagem.

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