Mais uma noite violenta na capital paulista deixou sete pessoas mortas, seis baleados e três ônibus incendiados, entre a noite de segunda e a madrugada de terça-feira, segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo.
No início da madrugada, na Rua Alberto Buriti, na Favela do Jardim Carumbé, dois homens em uma moto abriram fogo contra um grupo de pessoas reunido em frente a um bar. Parte das vítimas foi socorrida por testemunhas e as demais, por policiais militares. Quatro pessoas foram encaminhadas para hospitais, mas apenas uma sobreviveu. Com esse crime, sobe para 13 o número de chacinas ocorridas na Região Metropolitana de São Paulo neste ano, com um total de 41 mortos.
Na mesma região, cerca de três horas antes, três pessoas foram feridas a tiros na Rua Antonio de Almeida Viana. Duas morreram. Uma das vítimas seria o filho de um ex-policial militar, mas a informação ainda não foi confirmada. Um adolescente 17 anos é o único sobrevivente.
Uma hora depois, na Rua Joaquim Afonso de Souza, na Vila Cachoeirinha, zona norte da cidade, dois jovens, ambos filhos de um ex-policial militar das Rondas Ostensivas Tobias Aguiar (Rota), foram perseguidos e baleados por ocupantes de um veículo, cujas placas e modelo não foram anotados. Tiago de Souza Ferrão, 27 anos, e Diego de Souza Ferrão, 22 anoas, e um amigo deles, que saiu ileso, ocupavam um Corsa preto. Tiago e Diego foram atendidos no pronto-socorro Santana, mas apenas o segundo sobreviveu.
Por volta das 21h, um tiroteio na Rua Porto Seguro, no Bom Retiro, região central da cidade, deixou dois feridos. Segundo a Polícia Civil, no final da madrugada as vítimas permaneciam internadas, mas o estado de saúde delas não foi informado.
Reunião
A onda de violência em São Paulo será tratada nesta tarde, em reunião no Palácio dos Bandeirantes, na qual devem ser definidos os termos da parceria entre governo federal e estadual no combate à violência. Participam do encontro o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.
Entre as ofertas a serem apresentadas pelo ministro, estão a ajuda na área de inteligência e a possibilidade de transferência de chefes de organizações criminosas para presídios de segurança máxima. Desde o início do ano foram mortos 90 policiais militares no estado, segundo a Secretaria de Estado de Segurança Pública.
A capital paulista registra aumento de 22% nos homicídios entre janeiro e setembro, com 982 vítimas. Em setembro foram 135 casos, aumento de 96% em comparação ao mesmo mês de 2011.







