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Operação na Capital20/11/2012 | 07h21Atualizada em 20/11/2012 | 10h23

Desarticulada quadrilha que vendia drogas dentro de chácara no Passo das Pedras

De acordo com a investigação, usuários se sentiam mais seguros de comprar entorpecentes em um local onde dificilmente seriam descobertos

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Desarticulada quadrilha que vendia drogas dentro de chácara no Passo das Pedras Ronaldo Bernardi/Agencia RBS
Propriedade está localizada na Rua Comandante Caleffi, na zona norte de Porto Alegre Foto: Ronaldo Bernardi / Agencia RBS

Chefiada por um traficante e dois filhos, um dos maiores pontos de tráfico da Capital foi fechado nesta terça-feira por agentes do Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc) na zona norte de Porto Alegre. Pelo menos quatro pessoas foram presas na operação, denominada Triagem.

GALERIA: veja mais imagens da operação do Denarc

Zero Hora acompanhou a investigação iniciada em meados de setembro que culminou na operação deflagrada nesta manhã por agentes da 4ª Delegacia de Investigações do Denarc, que cumpriram mandados em Porto Alegre e Viamão.

Desde 2005, a família comandava a venda de cocaína e crack feita de dentro de uma chácara, longe dos olhos da polícia, localizada na Rua Comandante Caleffi. O local protegido por muros altos havia ficado famoso entre os usuários de drogas que se sentiam mais seguros para comprar as substâncias entorpecentes sem o risco de serem abordados por autoridades policiais.

Veja imagens dos flagrantes realizados pela Polícia Civil:



A transação ocorria mais ou menos nos moldes de um Pesque e Pague. Depois de adquirir a droga no interior da chácara, os usuários tinham a opção de consumi-la em uma área verde ao lado da chácara, igualmente murada.

— A gente fica mais seguro de não tomar "atraque" da Brigada — contou um jovem de 23 anos à reportagem que esteve no local no dia último dia 6, acompanhando policiais infiltrados.

Apesar de terem sido registradas 21 ocorrências sobre consumo de entorpecentes no local nos últimos sete anos, as autoridades não tinham até agora conseguido reunir provas sobre a ação dos seis criminosos que tiveram a prisão temporária decretada pela Justiça no início de novembro.

— Eles chegavam a utilizar adolescentes para a venda. O esquema era sempre o mesmo: o usuário chegava à porta, se identificava, depois entrava, escolhia e pagava pela droga. Na saída, ele tinha a opção de acessar, por uma entrada secundária, essa grande área verde ao lado, também murada, para ali consumir a droga — conta o delegado Thiago Bennemann.

Imagens feitas pela investigação durante os dois meses indicam era escondido entre árvores ou enterrado no pátio da chácara. Era a tática usada para driblar agentes e PMs em caso de alguma batida policial. Os policiais descobriram ainda que a droga vendida no local era embalada em um laboratório do próprio bando em outro ponto da cidade, também revistado nesta manhã.

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