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Após 27 dias27/11/2012 | 00h16

Crime passional é nova linha de investigação em assassinato de coronel

Ex-comandante do DOI-Codi, Julio Miguel Molinas Dias, foi morto em 1º de novembro na Capital

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Crime passional é nova linha de investigação em assassinato de coronel Jean Schwarz/Agencia RBS
Militar reformado teria reagido a ação dos bandidos e cerca de 15 tiros foram disparados Foto: Jean Schwarz / Agencia RBS

Vinte e seis dias após a morte do coronel da reserva do Exército Julio Miguel Molinas Dias, 78 anos, surge uma nova linha de investigação para tentar elucidar o crime. O depoimento de uma detetive particular faz emergir suspeitas de um assassinato por motivo passional.

A detetive foi ouvida nesta segunda-feira pela manhã na 20ª Delegacia da Polícia Civil de Porto Alegre, e os detalhes das declarações não foram revelados. Sabe-se apenas que ela foi contratada pelo ex-comandante do Destacamento de Operações de Informações — Centro de operações de Defesa Interna (DOI-Codi) do Rio de Janeiro, nos anos 80, para investigar os casos amorosos de uma mulher, que teria se relacionado com o coronel, viúvo há quatro anos.

A polícia mantém sigilo sobre as declarações da detetive que levantam suspeitas de que Molinas Dias teria sido vítima de uma morte por encomenda. O trabalho da detetive começou em 2009, e ela prestava contas periódicas das suas investigações ao coronel em encontros na praça de alimentação do Shopping Center Iguatemi, próximo à casa do militar.

— Estamos analisando o depoimento da detetive e comparando com outros elementos do inquérito para tentar esclarecer o caso o mais rápido possível — disse o delegado Luís Fernando Martins de Oliveira.

Em paralelo, a polícia segue investigando a possibilidade de que o militar tenha sido morto por outros motivos. Uma das hipóteses é de que ele foi atacado por bandidos interessados em assaltar a casa dele, no bairro Chácara das Pedras, na Capital. O coronel era colecionador de armas e tinha um arsenal com 20 pistolas, revólveres e espingardas. O armamento foi recolhido pelo Exército dias depois do crime.

A polícia desconfia de que Molinas Dias tenha sido atacado por criminosos assim que deixou um neto na casa de uma das filhas na Rua Eça de Queiroz, no bairro Petrópolis. Um bandido teria invadido o C4 do militar e o obrigado a dirigir até as proximidades de casa dele, na Rua Professor Ulisses Cabral. Um Gol vermelho seguia o carro da vítima. Quase em frente à moradia, o militar teria reagido à abordagem. Ocorreu um tiroteio, Molinas Dias foi alvejado três vezes e morreu na hora. Uma pistola foi o único pertence do militar que desapareceu.

Nenhuma testemunha ocular do crime foi localizada até agora, assim como não existiriam imagens de câmeras de vigilância que mostrem o momento do tiroteio.

Comparações de impressões de digitais coletadas no C4 e no Gol com o banco de dados da Secretaria da Segurança Pública ainda não teriam revelado suspeitos por causa do número reduzido de fragmentos de marcas de dedos nos veículos. Foram comparadas digitais de pelo menos 15 assaltantes que atuam na Capital.

Imagens de câmeras mostram Gol seguindo o carro do coronel:



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