Para tentar frear os roubos de veículos em Porto Alegre, a Brigada Militar (BM) criará patrulhas táticas que serão responsáveis por blitze relâmpago nas áreas mais visadas por ladrões de carro. Formada por duas motocicletas e uma viatura ocupada por apenas um PM, cada unidade terá de realizar barreiras, com duração máxima de 15 minutos, em locais determinados a partir de relatórios da área de inteligência da corporação.
A nova estratégia será implementada entre a última semana de novembro e a primeira de dezembro, quando o Comando de Policiamento da Capital (CPC) receber 70 novas viaturas, modelo Fiesta, que substituirão os cerca de 60 veículos atualmente usados pela Brigada na cidade.
— Queremos ficar com parte da frota antiga, uns 30 ou 40 veículos, que serão usados mais no policiamento comunitário. Para o atendimento ao 190 e para as novas patrulhas táticas, usaremos os veículos novos — explica a comandante do CPC, coronel Alfeu Freitas.
Conforme o oficial, o uso das forças táticas formadas por três veículos leves garantirá mais agilidade às ações de abordagem a condutores em comparação às formações policiais usadas em barreiras tradicionais, que chegam a empregar 10 ou mais PMs. Com a ação, o CPC quer evitar que informações da localização das blitze vazem rapidamente, sendo repassadas a criminosos.
— Com os PMs em motos, teremos facilidade de deslocamento no trânsito (em caso de fuga de suspeitos). A viatura dará o apoio. Com as barreiras de curta duração, queremos surpreender os criminosos — explica o coronel.
Cada batalhão deverá informar ao CPC quantas patrulhas do tipo serão criadas em sua unidade e como serão empregadas. Além de atuar em horários e locais de maior incidência de roubos e furtos de veículos, as guarnições também serão empregadas na repressão de outros crimes, como roubo a estabelecimentos comerciais e a residências, e no monitoramento dos principais acessos da cidade.
A estratégia se alinha a outra recente orientação do comando do CPC, de que os batalhões também devem ampliar o patrulhamento a pé em áreas mais visadas por assaltantes. Deflagrada na semana passada, a ação deve ter seus resultados avaliados na semana que vem com a apresentação de relatórios elaborados pelas unidades de policiamento ostensivo da Capital.








