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Onda de violência em SC13/11/2012 | 15h55

Atentados em Santa Catarina expõem guerra entre facção criminosa e órgãos de Segurança Pública

Série de ataques a ônibus, viaturas e postos policiais dá visibilidade a disputa por controle de cadeias

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A recente onda de atentados em Santa Catarina expõe uma batalha travada silenciosamente entre os órgãos de Segurança Pública e integrantes da facção criminosa Primeiro Grupo Catarinense (PGC) há dois anos no Estado vizinho.

Veja especial sobre a série de atentados em Santa Catarina.

Por trás dos ataques a ônibus, viaturas e postos policiais está a disputa pelo controle do interior das cadeias catarinenses.

Desde o início de 2011, mais de 40 detentos do grupo criminoso ligado ao tráfico de entorpecentes foram transferidos para penitenciárias federais em outros Estados. A medida descontentou líderes da facção que, depois das primeiras 19 transferências, ordenaram em abril do ano passado a execução dos diretores da Penitenciária de São Pedro de Alcântara, Carlos Antônio Alves, e do Departamento de Administração Penal (Deap), Adércio Velter. Os alvos não foram escolhidos a esmo. Com fama de linha dura, Gonçalves administra a penitenciária onde estão trancafiados os maiores quadrilheiros catarinenses com carta branca de Velter, que tenta reduzir a força do PGC nas cadeias de Santa Catarina. O plano acabou sendo descoberto pela Polícia Civil. A investigação culminou na prisão de Davi Schroeder, o Gângster, apontado como um dos líderes do PGC.

Sem a presença dos principais chefes da facção, o sistema prisional catarinense foi distensionado por alguns meses. Em abril passado, no entanto, o retorno às cadeias de Santa Catarina de quatro integrantes do PGC recrudesceu o conflito. Apesar de as autoridades não confirmarem a autoria dos recentes atentados, acredita-se que em busca de se consolidar como principal referência do crime organizado no Estado, o bando que começou a se formar em 2006 e ganhou unidade em 2009 decidiu externar seu descontentamento, contagiado pelos ataques do Primeiro Comando da Capital (PCC) em São Paulo.

A espiral ascendente de violência teve seu início no dia 26 de outubro, quando a agente penitenciária Deise Pereira Alves, mulher do diretor da Penitenciária de São Pedro de Alcântara, foi assassinada. Tratada pelas forças policiais como uma afronta às instituições de Segurança Pública, a execução da servidora deu início a uma contraofensiva das polícias com operações em pontos de tráfico na região metropolitana de Florianópolis. Na última terça-feira, o revide dos criminosos veio em uma onda de ataques a veículos e postos policiais.

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