Segundo informou a assessoria do governo da Bahia, um acordo para colocar fim à greve dos policiais militares do Estado deve sair da reunião entre associações que representam os PMs e o governo estadual, que está acontencendo esta tarde com a presença do arcebispo de Salvador, Dom Murilo Krieger.
O principal ponto da negociação refere-se à punição dos policiais grevistas. Em entrevistas às emissoras de rádio e de televisão locais, o governador Jaques Wagner tem garantido que não punirá quem participou da greve de forma pacífica, mas os policiais envolvidos em atos de vandalismo serão processados. O governador não deixou claro, no entanto, se os líderes do movimento serão anistiados, já que a greve foi considerada ilegal pela Justiça.
Na segunda-feira, após o Exército cercar um grupo de policiais amotinados na Assembleia Legislativa do Estado, os líderes da greve disseram aos políticos que entraram no prédio que o principal ponto de resistência ao acordo seriam os mandados de prisão expedidos pela Justiça para 12 líderes do movimento.
A suspensão desses mandados cabe apenas à Justiça, e não ao governador. Mesmo assim, o governo da Bahia adotou nesta terça a postura de amenizar o clima de tensão que tomou conta da cidade nos últimos dias.













