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Atitude inédita27/01/2012 | 18h21

Comando da BM pede desculpas a africanos

Os jovens acusam uma policial militar de racismo em abordagem

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Comando da BM pede desculpas a africanos Carlos Macedo/Especial
Tibulle Sossou, 22 anos, e Sagesse Kalla, 21 anos, ouviram as desculpas do subcomandante em exercício da BM, coronel Altamir Freitas Cunha Foto: Carlos Macedo / Especial

Ao reconhecer um erro de abordagem, o comando da Brigada Militar (BM) surpreendeu esta tarde ao abrir o quartel e pedir desculpas públicas aos dois estudantes africanos envolvidos em um suposto caso de racismo, na Capital.

– A Brigada Militar tem que lamentar um fato desses. Fazemos questão de recebê-los e pedir desculpas. Se foi como eles relataram, foi lamentável – disse o coronel Altair de Freitas Cunha, subcomandante da BM, no exercício do comando.

Para o presidente do Movimento de Justiça e Direitos Humanos no Estado, Jair Kriscke, a iniciativa é pioneira, única e histórica.

– Isso é inédito. Um pedido de desculpas. Um exemplo para o Brasil – considerou Jair.

O encontro é consequência de uma abordagem policial dentro de um ônibus da Capital, no dia 17 de janeiro. De acordo com os estudantes, uma PM, que estava no mesmo ônibus que eles, teria mandado o motorista parar e abordado os jovens, chamando-os de negros e dando a entender que eles tinham roubado os sapatos que calçavam. A Defensoria Pública anunciou que vai ingressar com um processo de danos morais contra o Estado.

Conversas em francês

Moradores de Viamão, os jovens africanos, o geólogo de 22 anos, Tibulle Sossou, e o aviador de 21 anos, Sagesse Kalala, estavam a caminho da Polícia Federal para renovar o visto de permanência no Brasil.

Próximo à Redenção, perceberam que a policial começou a fazer ligações. Três viaturas e uma motocicleta pararam próximo ao ônibus da linha Campus Ipiranga. Segundo o relato dos homens, eles foram abordados, agredidos e algemados, e depois conduzidos para o posto policial na Redenção.

Caso será investigado

Os homens registraram ocorrência na Polícia Civil. O delegado Adilson Reis diz que vai procurar a corregedoria da Brigada Militar para apurar o fato. Já o comandante interino do 9º BPM, major Jorge Renato Maya, afirma que um inquérito foi aberto para investigar o suposto caso de racismo. O resultado do inquérito polícial militar deve ser divulgado em até 60 dias.

Comentar esta matéria Comentários (14)

Rafael

A nossa polícia ostensiva é racista SIM! Espero que a atitude do comando da BM seja algo realmente honesto, que indicaria alguma mudança, e não apenas uma forma de fazer as pazes com a opinião pública e com o restante da sociedade, que não lidam diariamente com os abusos cometidos nas vilas...

30/01/2012 | 16h37 Denunciar

Luis Fernando

Profisisonais despreparados em todas as áreas de serviços (dos táxis aos restaurantes; das lojas aos prestadores de serviços em geral) são uma constante em P.Alegre. E não são raras as histórias de despreparo também dos que deviam prestar segurança. Lamentável mais esse caso de racismo.

30/01/2012 | 14h24 Denunciar

Mauro Viana

A COPA DO MUNDO VEM AÍ.,como sera tratado os turista?.,certamente teremos aqui e no BRASIL, muitos negros, asiáticos,.todos seram discriminados.,A NOSSA POLÍCIA DEVE ESTAR MELHOR PREPARADA., acho, que é um caso isolado, mas os comandos, devem estar atento. Parabens pelo pedido de desculpas.,

29/01/2012 | 18h11 Denunciar

Mauro Viana

Infelismente, olho com preocupação o quanto a nossa polícia (quem tem que proteger a populaçao) ainda esta despreparada, por mais cursos e treinamento,teorias, mas na prática é outra coisa.,é os treinamentos de guerra terrotar o inimigo,a qualquer preço., nao olham que pode ser uma pessoa de bem.

29/01/2012 | 18h01 Denunciar

hildo

Esse é um caso de puro preconceito racial. Será que era só o africano que usava tênis de marca no coletivo? Qual atitude suspeita alegou a brigadiana para chamar reforços para prender e algemar os dois? Porque não identificaram os rapazes? E a copa está aí, vão ter muitos negros para a BM prender.

28/01/2012 | 12h06 Denunciar

Elfus

Essa PM não teria tomado essas provedências se não tivesse notado algo anormal com esses estudantes. Por racismo não foi, porque na corporação existe muitos PMs negros. Acho que estão querendo chamar a atenção.

28/01/2012 | 00h03 Denunciar

Edson

Além das desculpas, bastará pagar uma boa quantia em dinheiro pelos danos morais sofridos pelos estrangeiros negros, e colocar na prisão os policiais responsáveis pela abordagem e a responsabilização criminal de todos os policiais envolvidos.

27/01/2012 | 23h48 Denunciar

jairo

constrangendo nos, pois praticamente nos obriga a tentar decifrar o que falam. pois muitos imigrantes vivem aqui ha decadas e nao falam nosso idioma ou falam muito mal. se aqui eh bom? vale um pouco de dedicaçao ate por educaçao e reconhecimento a PATRIA QUE OS ACOLHE.

27/01/2012 | 22h28 Denunciar

jairo

concordo com a denuncia de racismo e o pedido de desculpas por parte da Brigada. mas vou fazer minhas as palavras de meu Pai ha muitos anos "se vivem no BRASIL comem,trabalham aqui (e sabem falar o nosso portugues),porque nao o falam". pois insistem em falar suas liguas patrias entre nos as X nos

27/01/2012 | 22h22 Denunciar

lia

Imagina se agora é assim .Imagina para Copa do Mundo como será receber pessoas de diversos países .Assim já as vezes caminhando na rua não dá nem para falar nada .Pois sei que que quando falo outra língua o olhar já diz tudo.Falta de treinamento e aprendizagem de outra língua.

27/01/2012 | 22h08 Denunciar

Julio Cesar Rodrigues Porteiro

Seriam os dois africanos os únicos passageiros,além da policial militar,dentro do ônibus? Lamentável imaginar que tal ação tenha sido tomada sob a ótica racista de um servidor público que tem por obrigação, cumprir e fazer cumprir o está escrito na Constituição. Até quando?!

27/01/2012 | 21h41 Denunciar

laerte brasil

em primeiro lugar eles tem a abrigaçao de aprender o edioma do pais que estao estudando ou trabalhando.se o brasil nao fizer uma lei de estrangeiros bem definida e organizada ,passara o mesmo que em europa para cada 10 imigrantes que entram no pais menos da metade vem para trabalhar.

27/01/2012 | 20h40 Denunciar

laerte brasil

nao e racismo nem muito nenos para isto esta a policia tem a suspeita de algo conferi se nao tem problema as pessoas envolvidas sao liberadas.para isso esta a segurança publica.todo imigrnte e presumido e nao quer respeitar as leis do pais que les recebe,tudo para eles e racismo e discriminaçao.

27/01/2012 | 20h34 Denunciar

juarez bitencourt massaque

é os tenpos mudaram, se realmente esses pessoal estaõ falando a verdade,esta pm vacilou feio as aparencias enganam, esta de parabems o comando da bm com esta atitude ,mostrou porque somos gauchos.

27/01/2012 | 19h58 Denunciar

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